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O biólogo Rubens Akeshi de Macedo Oda, coordenador do Comitê de Meio Ambiente da ANBio, representou o Brasil na 15ª Olimpíada Internacional de Biologia (IBO), realizada entre 11 e 18 de julho de 2004 em Brisbane, Austrália. Sua participação como observador foi o primeiro passo para que nosso país participe da única Olimpíada de Ciências que não temos representação. Considerado um dos mais importantes eventos internacionais, não só pelo aspecto educacional, mas sobretudo pela oportunidade que oferece para a integração de jovens de diferentes culturas que utilizam diversas tecnologias, a Olimpíada deste ano recebeu delegações de cerca de 50 países, cada um deles representado por dois professores e quatro competidores, que são alunos de ensino médio campeões nacionais, vencedores das olimpíadas nacionais de biologia.

Os participantes da Olimpíada de Brisbane tiveram de fazer quatro provas práticas e duas teóricas, com 150 questões cobrindo todas as áreas da biologia. "Agricultura sustentável, comportamento animal e métodos de transformação genética e biotecnologia vegetal estavam entre os temas abordados", diz Oda.

Para organizar uma olimpíada nacional desse tipo, os países interessados precisam enviar observadores ao evento internacional. Na competição de Brisbane, além do Brasil, outros cinco países mandaram observadores: Brunei, Dinamarca, Grécia, Japão e Nova Zelândia. A Argentina foi o único da América do Sul que participou como competidor da Olimpíada em 2004.

Hoje, trabalhamos para escrever este marco na divulgação científica do Brasil, a 1ª Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB), na qual serão selecionados os representantes do Brasil à próxima Olimpíada Internacional, a ser realizada em julho de 2005, em Beijing (China).

Oda acredita que a Olimpíada nacional pode ser, também, um fator de integração e fazer com que alunos de diferentes regiões compreendam o papel da biologia na sociedade brasileira. "Mais do que testar os alunos, a competição mostrará como está a biologia hoje, ajudará a socializar as informações tecnológicas e biológicas, e contribuirá para a integração do currículo nacional dessa disciplina", afirma ele.

Na opinião do pesquisador, a biotecnologia tem de ser ensinada a partir do ensino médio, assim como a concientização ambiental. Para ele, "um país como o Brasil, que participa do Projeto Genoma, que realizou o seqüenciamento da Xylella fastidiosa e que tem uma importantíssima biodiversidade, além de uma agricultura desenvolvida, precisa mostrar sua força em biologia e o preparo de sua juventude".

Oda é mestre em Ecologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e faz doutorado no Departamento de Ecologia da mesma Universidade, onde leciona como professor convidado em algumas disciplinas do curso de Biologia. Integrante do Comitê Científico da Associação Nacional de Biossegurança (ANBio), tem participado de diversos estudos, congressos e seminários sobre sua área de especialização.

A Primeira Olimpíada Brasileira de Biologia será promovida pela ANBio e conta com o apoio da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Secretaria de Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia, do IESD, do Grupo Elite de Ensino e do MEC.