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Olimpíadas
de Ciências no Brasil
As
Olimpíadas de Ciências para ensino médio
são eventos internacionais que contam com a assinatura da
UNESCO. Para ter uma idéia da importância dada a estes
eventos basta citar que o convite oficial para
participação na última Olimpíada
Internacional de Informática (IOI) em Portugal veio assinado
pelo próprio presidente da república. Para sediar a
Olimpíada Internacional de Matemática por exemplo, o
Brasil só estaria apto a candidatura a partir de 2012. Note-se
que as Olimpíadas Internacionais são
competições anuais.
Excetuando-se
as IMOs (Olimpíadas Internacionais de Matemática), o
Brasil não participava das Olimpíadas Internacionais
até 1998, apesar de receber convites neste sentido enviados
anualmente ao MEC. Em 1998 o Brasil participou pela primeira vez da
Olimpíada Internacional de Astronomia (IAO) na Rússia.
Isto foi possível devido a organização anterior,
no mesmo ano, da I Olimpíada Brasileira de Astronomia. Neste
ano a Olimpíada Brasileira de Química (OBQ)
também credenciara os vencedores para a estréia da
participação brasileira na Olimpíada
Internacional que em 99 realizou-se em Taiwan. Houve também a
I Olimpíada Brasileira de Informática (OBI), e os
vencedores tiveram participação garantida na
Internacional da Turquia, e a I Olimpíada Brasileira de
Física (OBF), seletiva para a Internacional na Inglaterra. Com
todo este esforço o Brasil só ficava devendo
participação na Olimpíada Internacional de
Biologia (IBO), ciência das mais emergentes em termos de
descobertas e interesse dos alunos às suas diversas
ramificações Ciências Biológicas,
Biomedicina, Biofísica, Enfermagem, Medicina, Medicina
Veterinária, Farmácia, Nutrição,
Microbiologia e Imunologia, dentre outras. Um país como o
Brasil, que participa do Projeto Genoma, que realizou o
seqüenciamento da bactéria Xilella
fastidiosa
e que tem uma importantíssima biodiversidade, além de
uma agricultura desenvolvida, precisa mostrar sua força em
biologia e o preparo de sua juventude.
Na
Olimpíada Internacional de Matemática (IMO) o Brasil
já participa faz certo tempo e sempre se faz bem representar.
Os estudantes ganharam recentemente medalhas de ouro na
IMO-2004 em Taiwan e foi recebido em Brasília pelo presidente
Luís Inácio Lula da Silva.
As
Olimpíadas, muito mais que competições,
são uma maneira de despertar a curiosidade científica
nos jovens. Assim, utilizam-se as Olimpíadas como uma
espécie de recurso pedagógico, um instrumento que,
muito mais do que de premiar os melhores estudantes, atinge o
louvável objetivo de cativar o interesse pela ciência.
Olimpíada
Brasileira de BIOLOGIA (OBB)
A
Olimpíada Internacional de Biologia (IBO) é uma
competição para estudantes secundários que visa
medir suas aptidões na resolução de problemas
biológicos e experimentais. Interesse em biologia,
inventividade, criatividade e perseverança são
necessários. Todos os países participantes enviam
quatro estudantes, sendo estes os campeões das
olimpíadas nacionais, e dois chefes de equipe, usualmente
professores ou membros governamentais.
Ao reunir
estudantes brilhantes, a IBO tenta desafiar e estimular estes
estudantes a expandir seus talentos e promover suas carreiras como
cientistas. A olimpíada também almeja mostrar que
Biologia é uma ciência bonita e valorosa. Muitos
tópicos biológicos como Etologia e Ecologia enfatizam a
importância da Biologia à sociedade, especialmente com
itens como preservação da natureza e
conservação ambiental; Biologia molecular, traz a tona
temas atuais como transgenia e clonagem; Sistemática, mostra
que a classificação biológica vai além da
decoreba dos nomes científicos. A olimpíada
oferece a oportunidade de comparar programas e tendências
educacionais de diferentes países. Estas
informações sem dúvida são importantes
para melhorar a educação em nível nacional.
Muitas instituições são envolvidas na
organização de olimpíadas nacionais:
ministério da educação, ciência e
tecnologia, da indústria e comércio,
associações de professores, universidades e escolas.
Contatos entre essas instituições promovem melhor
entendimento e comunicação a respeito de suas
atividades no âmbito da biologia.
A Olimpíada
Internacional de Biologia (IBO),
e conseqüentemente nossa Olimpíada
Brasileira de Biologia,
objetiva:
A IBO ocorre
há quinze anos, e atualmente possui 49 países
participantes. Na América do Sul o único país
é a Argentina, que já participa há dez anos da
competição. Na última IBO (Brisbane,
AUSTRÁLIA 2004) a ANBio enviou um representante como
observador que conseguiu o Apoio do Comitê Olímpico
Internacional, para organizar a Olimpíada Brasileira de
Biologia, bem como para o envio de nossa delegação
vencedora à próxima IBO The
16th International Biology Olympiad (Beijing CHINA)
a ser realizada em julho de 2005.
Olimpíada Internacional de Biologia
Rubens Oda, mestre em Biologia e professor do Colégio Zaccaria, participou da Olimpíada Internacional de Biologia, em Beijing, na China. Oda coordenou a delegação brasileira na competição, que aconteceu em Julho.
Entre os dias 10 e 17 de Julho aconteceu a 16ª Olimpíada Internacional de Biologia (IBO), na cidade de Beijing, China. Lá, estudantes de Ensino Médio de todas as partes do mundo puseram à prova os seus conhecimentos em Biologia, enfrentando provas teóricas e testes laboratoriais práticos. O Professor do Ensino Médio Rubens Oda foi um dos participantes da Olimpíada e testemunhou este momento tão especial para a Biologia no Brasil.
Essa foi a primeira vez que o Brasil enviou uma delegação à Olimpíada Internacional, que é realizada há 15 anos. A delegação brasileira foi composta pelos quatro primeiros colocados da I Olimpíada Brasileira de Biologia, além dos professores Rubens Oda, que representou a ANBio (Associação Nacional de Biossegurança) e Paulo Paiva, do Departamento de Zoologia do Instituto de Biologia (IB) da UFRJ.
A cada ano, um país diferente sedia as provas. Até o ano passado, a Argentina era o único país da América do Sul a ter participado da competição internacional. Entre os dez primeiros colocados da IBO 2005 estão a China, Singapura, Austrália, Estados Unidos e Rússia.
Carta
aos estudantes
Em tempos de
"crise" do nosso País....mas...espere um
momento...quando foi a última vez que ouvimos dizer que
não estávamos em "crise"?. Na verdade
não me lembro ter ouvido isso em toda minha vida. Seria esse o
nosso destino? Seria essa uma condição inevitável
ditada por alguma forca superior que, de algum modo, nos colocaria
nesse estado permanente de aceitação de derrota?
Não! Nunca! Não importa qualquer herança de
pensamentos derrotistas, de falta de amor ao nosso...é bom frisar...NOSSO
País.
O importante é o que temos agora. Problemas? Sim, temos
muitos. Porém também temos o que brilha aos olhos de
desejo de todos os outros países: meios para
solucioná-los. Talvez vocês estejam pensando apenas nos
nossos recursos naturais quando me refiro a "meios". Sem
dúvida nenhuma isso é verdade, somos o País mais
rico no mundo quanto a esses recursos, porém o que gostaria de
ressaltar são os nossos "recursos" mais importantes:
nossos jovens. Temos uma população jovem, inteligente,
capaz, ativa, aliás..triativa...criativa! Acreditemos na nossa
capacidade! É hora de usarmos nossos talentos, abandonar
idéias derrotistas e conceitos de idolatria a culturas que
não são nossas. O melhor dia para começar
é hoje, agora. Cada ação, cada frase, cada
disputa...não podemos mais nos conformar com nenhum resultado
"aceitável". Vamos tomar o nosso lugar de direito!
Vamos mostrar ao mundo nossa capacidade! Tenham confiança e
vençam! Não vou desejar sorte a nenhum de vocês
porque sei que não é uma questão de sorte, mas
de competência. Portanto, o que desejo a todos é a
luz Divina para iluminar o melhor objetivo e a perseverança
para conquistá-lo.
Um grande
abraço do amigo,
Pontes
Major Marcos
César Pontes foi selecionado pela Agência Aeroespacial
Brasileira como o primeiro astronauta brasileiro, sendo o primeiro
cidadão de única nacionalidade do hemisfério sul
a receber treinamento na Agência Aerospacial Americana (NASA).
"Possivelmente,
a gente vá descobrir que nós temos tantos gênios,
no Brasil, algumas centenas ou, quem sabe, milhares, como
vocês. Na hora em que a gente descobrir a metodologia certa
para dar a matéria, é possível que as
crianças aprendam. Não é possível que um
aluno entre na sala de aula, estude, fique as quatro horas na escola,
saia e não tenha ninguém que pergunte: "você
aprendeu o que ensinaram hoje? Como é que foi a tua aula de
português, de matemática, de ciência, de biologia,
de química?"
"E,
obviamente, por vocês terem participado de várias
olimpíadas, e de terem ganho ou não, eu acho que a
medalha é muito importante, é motivo de orgulho, mas,
às vezes, as pessoas que participaram e não ganharam a
medalha também têm a mesma importância, pelo
esforço e pela dedicação. Mas, às vezes,
deram o azar de encontrar alguém que se preparou melhor do que
elas para essa disputa.
"A gente
não pode ficar reclamando ou chorando aquilo que a gente
não conquistou, mas ficar pensando no que a gente vai
conquistar amanhã, no dia seguinte, ou depois de amanhã.
Porque a vida é exatamente isso, é um eterno
continuar, é um eterno reconstruir das expectativas que a
gente tem.
13/09/2004
Discurso do Exmo
Presidente Luis Inácio Lula da Silva na entrega das medalhas
aos alunos brasileiros premiados na Olimpíada Internacional de Matemática |