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Repercussões
do SIMBION na mídia:
Pesquisador
irlandês defende economia com transgênicos
Valor
Econômico SP, 17/06/2002, B-12
O plantio de
variedades transgênicas de soja, milho, algodão (Bt e
Ht) e canola em todo o planeta possibilitaram, em 2000, uma
redução de 22 mil toneladas de pesticidas. O
cálculo é do pesquisador do departamento de agricultura
da Universidade de Reading, Richard Phipps, que participou na semana
passada de seminário sobre biotecnologia organizado pela
Associação Nacional de Biossegurança (Anbio).
Phipps defende que, em vez de gerar danos, o plantio de
transgênicos possibilitou ganhos ao meio ambiente. "Os
efeitos do uso de transgênicos no uso de pesticidas só
agora começam a ser documentados. Mas eles já indicam
menos operações de campo e redução no
consumo de diesel, entre outras vantagens", diz o pesquisador
irlandês defensor da liberação dos
transgênicos. Com base nestes levantamentos, Phipps projeta
que, se metade da produção de milho, canola,
cana-de-açúcar e . algodão da União
Européia fosse substituída por variedades modificadas
geneticamente, o consumo de pesticidas cairia em 14,5 mil toneladas
por ano. Além disso, defende o pesquisador, seria
possível uma diminuição de 7,5 mil toneladas de
hectares na área pulverizada, o que representaria um corte de
73 mil toneladas nas emissões de gás carbônico,
uma vez que o trânsito de tratores diminuiria. Utilizando uma
média dos dados coletados mundialmente, o pesquisador
traçou projeções também para o Brasil.
Segundo ele, se o país destinasse 10 milhões de
hectares da área plantada com soja (existem 15,8 milhões
de hectares plantados) à variedade transgênica, seria
possível reduzir em 1 mil toneladas (1 aplicação
por hectare) o uso de pesticidas e cortarem 31 milhões de
litros o consumo de diesel. "Só em combustíveis, a
economia seria de US$ 13 milhões", calcula Phipps,
ressaltando ainda os gastos menores com mão-de-obra. No
algodão, com a migração de 700 mil hectares para
transgênicos (foram plantados 746 mil este ano), o corte seria
de US$1,9 milhão, já que o consumo de diesel cairia em
4,3 milhões de litros. Já o volume usado de pesticida
seria reduzido em 150 mil toneladas (2 aplicações).

Fonte:
Jornal Valor, dia 14/06/2002 - SP
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