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PMDB apoia
biotecnologia e transgenia
O PMDB deu
passo importante para definir uma posição
favorável à legalização da pesquisa e
comercialização de alimentos transgênicos. A
Liderança do Partido na Câmara dos Deputados promoveu,
nesta terça-feira (29), o seminário "A
Biotecnologia e os Organismos Geneticamente Modificados", com o
objetivo de informar os deputados peemedebistas sobre as pesquisas
que estão sendo realizadas no Brasil e sobre os efeitos dos
alimentos transgênicos no ser humano, bem como a
votação de projetos que tratam do tema no Congresso
Nacional.
O deputado
Darcísio Perondi (PMDB-RS), que propôs a
realização do seminário, ficou satisfeito com o
nível dos debates que, segundo ele, "vão ajudar
nossos colegas de Partido a tomar uma posição
favorável ao PL 2905/97, já aprovado por uma
Comissão Especial e que aguarda votação no
Plenário da Câmara". O projeto citado por Perondi
regulamenta os transgênicos e permite sua pesquisa, plantio e
comercialização no Brasil. A matéria é
considerada polêmica e vem sofrendo forte oposição
do PT e de parte da base governista. "A transgenia gera emprego
e renda no campo e na cidade e é uma arma poderosa de
proteção ao meio ambiente", defendeu Perondi.
Um dos
palestrantes, o engenheiro agrônomo da Embrapa, Luiz
Antônio Barreto, ex-presidente da Comissão Técnica
Nacional de Biossegurança - CTNBio, lamentou a
paralisação das pesquisas da Embrapa. Segundo ele, a
empresa governamental tem tecnologia de ponta, suficiente para
acabar, por exemplo, com a "vassoura de bruxa",
doença que afeta o cacau, bem como criar soja, mamão e
banana resistentes a vírus e fungos. O problema, disse ele,
é que a falta de uma definição legal e a
aprovação de uma lei específica pelo Congresso
Nacional paralisou os experimentos. "A ciência não
pode parar por razões políticas ou
ideológicas", reclamou Barreto. Ele revelou ainda que
nossos cientistas não vêm conseguindo financiamentos
para suas pesquisas, justamente por causa das incertezas sobre a
transgenia.
O pesquisador
informou ainda que a Embrapa tem 20 sementes transgênicas de
culturas diversas prontas para serem colocadas no mercado
agrícola. Luiz Antônio Barreto disse que o Brasil
está seis anos atrasado em suas pesquisas
biotecnológicas, porque ONGs ambientalistas empreenderam uma
verdadeira campanha contra os transgênicos, e o que é
pior, referendada pelo Poder Judiciário, "sem que haja
nenhum caso comprovado no mundo de que o consumo de tais alimentos
tenha provocado prejuízos ao ser humano", destacou.
Já Luiz
Fernando de Lima Reis, bioquímico e diretor de
pós-graduação do Hospital do Câncer de
São Paulo, lamentou que a Comissão Técnica
Nacional de Biossegurança, composta pelos melhores cientistas
brasileiros, esteja sendo esvaziada pelo atual Governo. Segundo Lima
Reis, só a CTNBio tem competência para deliberar sobre
pesquisas no País, avaliando cada caso. A biotecnologia, disse
ele, é amiga do meio ambiente, porque ela permite aumento de
produtividade com menos agrotóxicos e menos impacto no solo. E
é amiga do consumidor, porque permite a redução
de preços de produtos e a elevação do de seu
valor nutricional e seu poder de conservação.
Além disso, permite a obtenção de vacinas
através, por exemplo, da banana. "Poderíamos
deixar de levar geladeiras com vacinas para os quatro cantos do
Brasil e dar simplesmente uma banana para cada criança. Ela
estaria imunizada", profetizou Lima Reis.
Assessoria
de Imprensa: Fábio Paiva - (61) 9982-0070
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