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Pesquisa
mostra que biotecnologia traz benefícios ao meio ambiente
Uma
pesquisa realizada pelo Conselho de Ciência e Tecnologia da
Agricultura (CAST), dos Estados Unidos, concluiu que as variedades de
soja, milho e algodão transgênicos já
comercializadas produzem efeitos benéficos ao meio ambiente e
não apresentam nenhuma preocupação diferente das
oferecidas pelas variedades convencionais.
O
estudo comparou os impactos das duas plantações
geneticamente modificada versus convencional e analisou toda a
literatura já publicada sobre o assunto. A equipe de
pesquisadores contou com cientistas de universidades conceituadas dos
EUA e do NCFAP, Centro Nacional de Política Agrícola e
Alimentar (EUA).
Foram
identificados nove impactos ambientais e a relação
deles com o uso das plantas geneticamente modificadas. Os
pesquisadores investigaram, por exemplo, as mudanças na
umidade e qualidade do solo, a sobrevivência dos insetos
benéficos à lavoura e a exposição do
homem ao uso de pesticidas.
Concluiu-se
que as lavouras transgênicas proporcionam grandes
soluções para os desafios da agricultura moderna. A
utilização da biotecnologia oferece benefícios
à qualidade do ar e da água, traz efeitos positivos aos
insetos que cooperam com a lavoura, diminui a exposição
dos trabalhadores rurais a inseticidas químicos, reduz os
custos de produção, possibilitando a
aplicação dos recursos no manejo mais eficiente das
lavouras, entre outros.
Segundo
Richard Borgsmiller, fazendeiro e presidente da USB (United Soybean
Board), uma organização sem fins lucrativos que
reúne representantes da cadeia produtiva de soja, estão
sendo observadas melhorias ambientais. Nós verificamos
os efeitos positivos do cultivo das variedades geneticamente
modificadas por meio de um julgamento independente, realizado pelos
melhores cientistas do país. A análise comprova a
confiança que temos na biotecnologia, afirmou Borgsmiller.
O
governo norte-americano prevê que, em 2002, mais de 22
milhões de hectares serão cultivados com soja
geneticamente modificada, o equivalente a 74% da área total
destinada à oleaginosa. No ano passado, esse total era de 68%.
No caso do milho, estima-se que cerca de 10,2 milhões de
hectares serão cultivados com variedades geneticamente
modificadas, o equivalente a 32% do total (contra 26% no ano
passado). Cerca de 4,3 milhões de hectares deverão ser
cultivados com algodão geneticamente modificado 71% do
total (contra 69% no ano passado).
Mais
informações podem ser obtidas na página oficial
do CAST na Internet, no endereço http://www.cast-science.org.
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