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Biotecnologia
combate exclusao social, afirma economista
Em entrevista
ao CIB Conselho de Informaçoes sobre Biotecnologia,
Fernando Homem de Melo, economista doutor pela Universidade Estadual
da Carolina do Norte e professor da USP, afirmou que a biotecnologia
agrícola favorece a inclusao econômica e social dos
pequenos e médios agricultores. "Caso nao adotemos a
biotecnologia agrícola no Brasil, estaremos excluindo a
agricultura familiar, que hoje é prioritária para o governo".
Homem de Melo
explicou que a semente geneticamente modificada é a tecnologia
de mais fácil adoçao por pequenos e médios
agricultores, pois exige capital menor e menos conhecimentos
tecnológicos do que outras tecnologias. Além disso, o
aumento da produtividade gerado pela biotecnologia ajuda a diminuir o
preço da cesta básica, ou seja, dos alimentos
consumidos pelas famílias de baixo poder aquisitivo.
"As
inovaçoes tecnológicas - biológicas,
químicas ou mecânicas - contribuem para a maior
produtividade da agricultura como um todo, proporcionando custos
menores de produçao e, conseqüentemente, resultando em
produtos com preços inferiores." Além disso,
segundo o economista, preços declinantes de produtos
agrícolas aumentam o salário real, liberando poder
aquisitivo para compra de outros bens. E ainda: a biotecnologia
contribui com a saúde e a nutriçao da populaçao,
"aumentando a produtividade no trabalho e, conseqüentemente,
as oportunidades de emprego e de renda mais alta".
Homem de Melo
disse também que ocorrerá exclusao tecnológica
caso o Brasil nao adote a biotecnologia agrícola. "Se o
País continuar por mais alguns anos resistindo r adoçao
de uma tecnologia já desenvolvida em escala mundial, o mundo
estará r nossa frente e nossos produtores serao
excluídos dos benefícios que ela pode
proporcionar", afirmou. Segundo ele, a biotecnologia aumentaria
a competitividade brasileira no mercado internacional. "No caso
da soja, por exemplo, os Estados Unidos e a Argentina disputam
acirradamente com o Brasil e, portanto, a soja GM será
fundamental para que o País mantenha ou até aumente a
nossa competitividade no mercado internacional, que chega a ser, por
vezes, até desleal em funçao do protecionismo que existe".
A
íntegra da entrevista pode ser acessada no site do CIB, no endereço
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