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Cientistas
Acreditam que Alimentos Modificados são Seguros para Consumo
-John
Mason, Financial Times; 11 de junho de 2003.
De acordo com
a mais longa resenha sobre evidências ligadas à
biotecnologia agrícola, produtos agrícolas
geneticamente modificados são seguros para o consumo, mas
cientistas ainda têm dúvidas sobre seu impacto ambiental
a longo prazo. Reguladores também terão que diminuir
lacunas, melhorar o monitoramento e tornar-se mais transparentes para
manter a confiança pública na tecnologia, afirma a
reportagem publicada ontem.
O estudo, pelo
Conselho Internacional para a Ciência (ICSU), relata:
"é necessária pesquisa adicional para assistir no
contínuo desenvolvimento de abordagens regulatórias que
mantêm a par dos novos avanços científicos".
Por exemplo, é preciso desenvolvimento contínuo de
métodos de avaliação da segurança
alimentar para lidar com produtos emergentes, como alimentos
nutricionalmente enriquecidos e outras características
complexas controladas por múltiplos genes. Há
também uma necessidade de um desenvolvimento de um
padrão internacionalmente acordado para métodos de
avaliação de riscos e benefícios ambientais".
Outro
relatório, realizado pelo Conselho Nuffield em Bioética
do Reino Unido, também trouxe apoio cauteloso quanto ao
desenvolvimento de produtos agrícolas geneticamente
modificados, afirmando que eles poderiam trazer benefícios a
países em desenvolvimento se forem propriamente administrados.
Entretanto, avisa que o regime de rotulação proposto
pela União Européia, concebido para dar escolha aos
consumidores, pode abalar a agricultura em países em
desenvolvimento, dos quais a maioria não tem infraestrutura
para separar OGMs de não-OGMs. Isto pode restringir a
liberdade de escolha de pequenos produtores. Para evitar
controvérsias sobre a emergência de ajuda alimentar,
como aconteceu no ano passado quando o Zâmbia rejeitou um
carregamento norte-americano de milho geneticamente modificado,
países em desenvolvimento deveriam poder escolher receber
ajuda de OGMs ou não-OGMs.
As descobertas
de ambos relatórios possivelmente alimentarão debates
sobre o papel que representa a tecnologia de OGMs na
produção mundial, como esses pesquisados pelo banco
Mundial e o governo britânico.
ICSU
representa mais de 100 academias cientistas, incluindo a Academia
Nacional de Ciência dos Estados Unidos e a Sociedade Real do
Reino Unido. Seus estudos compilam evidências de todas as
pesquisas sobre OGMs para verificar onde se encontra o consenso.
E conclui:
* OGMs
são seguros para o consumo sem a incidência de efeitos
adversos desde a sua introdução em 1995. Avisa que
'não garante que não haverá riscos já que
cada vez mais alimentos são desenvolvidos com novas
características'. São necessários testes mais
específicos quanto à segurança.
* Por mais que
OGMs irão alterar o meio ambiente quando o seu pólen se
espalhar, não há evidências de que as
espécies atuais causaram algum mal. Mas cientistas estão
mais divididos sobre impactos ambientais a longo prazo do que os
efeitos à saúde.
*A
regulamentação terá que melhorar e tornar-se
mais transparente. Fóruns internacionais para o exame de
riscos ambientais têm que aumentar para administrar.
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