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Os
maiores riscos de acidentes envolvendo substâncias
químicas em Instituições de Ensino e Pesquisa
estão relacionados ao gerenciamento incorreto dos
químicos classificados como perigosos, e por isso abordaremos
neste e em alguns dos próximos números essa
questão, indicando alguns procedimentos simples, viáveis
e de baixo custo, mas de grande importância para diminuir os
citados riscos, e assim colaborar no cumprimento das
funções fundamentais das Universidades e Institutos de
Pesquisa na preservação ambiental e
proteção da saúde pública.
O
setor produtivo tem-se preocupado muito com o gerenciamento correto
desses materiais porque a legislação e a
fiscalização tem-lhes sido implacável e
também porque o público consumidor está de olho
e recusa produtos cujo processo produtivo tenha sido sujo ou
ecologicamente incorreto. As Uni-versidades e Institutos de Pesquisa
estão deixando de lado uma certa imunidade que parecem
possuir, revendo o conceito de que são pequenos
geradores(porém de algumas substâncias
perigosíssimas!!!), e também se adequando a essa nova
realidade, ou seja, a gestão correta de substâncias
químicas classificadas como perigosas, desde a
aquisição até a eliminação final.
Somente assim, o setor acadêmico e de pesquisa poderá
atender seus clientes com a consciência tranqüila e poder
continuar avaliando e acusando o setor produtivo quando este for
responsável por acidentes químicos com `danos
ambientais ou à saúde pública.
Numa
hierarquia de prioridades, iniciaremos abordando a questão
dos passivos químicos. Podemos definir, em linguagem simples e
objetiva, como sendo passivo todo aquele material químico que
se encontra estocado nas dependências da
Instituição e que não participa das atividades
rotineiras de trabalho no local, por um período superior ao
considerado normal pelo pessoal técnico responsável, em
função das características próprias de
cada ambiente de trabalho.
Também
de forma simplificada e para efeito didático, torna-se
útil agrupar os passivos químicos em:
1)
IDENTIFICADOS
2)
NÃO IDENTIFICADOS
3)
MISTURADOS/CONTAMINADOS
A
primeira medida que sugerimos é isolar qualquer tipo de
passivo para evitar que sirva de semente para geração
de mais passivo, ou seja, para evitar o seguinte comportamento: - O
que faço com este resto? - Ah, joga lá junto, naquele
canto!!! Além disso, o isolamento do passivo diminui riscos de
acidentes já que ali ocorrem as maiores probabilidades de se
encontrarem embalagens deterioradas que podem propiciar as
temíveis misturas de reagentes incompatíveis e com
potenciais de formarem compostos tóxicos, inflamáveis,
explosivos, etc. Voltando à classificação
proposta, indicamos alguns procedimentos visando economia e segurança:
1)
IDENTIFICADOS:
a)
Procurar esgotar as possibilidades de aplicação dos 3
Rs (recuperar, reutilizar, reciclar);
b)
Disponibilizar a outros laboratórios, dentro e fora da Instituição;
c)
Disponibilizar em bolsas de resíduos para
doação, permuta etc. (estão sendo criadas
várias, industriais e acadêmicas.)
2)
NÃO IDENTIFICADOS:
a)
Tentar identificá-lo e transformá-lo em tipo 1;
b)
Em função da quantidade, aparência, estado de
conservação, tipo de embalagem, etc., tentar os caminho
b e c do tipo 1.
3)
MISTURADOS/CONTAMINADOS:
a)
Misturas ou contaminações passíveis de
separação, descontaminação ou
aplicação dos 3 Rs. Exemplos:
a1-
Misturas de ácidos inorgânicos podem ser utilizadas
para neutralizações de bases para descarte e vice-versa.
a2
- Misturas de solventes podem ser fracionados por
destilação e voltar para laboratórios ou mesmo
para diminuir o custo de incineração.
a3
- Solventes contaminados com metais pesados podem ser recuperados
por destilação ou precipitação do
íon metálico.
a4
- Misturas de bases alcalinas com materiais orgânicos
gordurosos, sais minerais etc, podem ser utilizadas para manufatura
de sabões.
b)
Misturas ou contaminações inviáveis para
separação ou aplicação dos 3 rs.
Esgotadas
as possibi-lidades sugeridas nos ítens citados para os tipos
1, 2 e 3 de passivo químico e mesmo outras não citadas
neste artigo, produto do conhecimento específico de cada um de
nós (cuja troca de experiências é extremamente
importante), o material pode ser considerado como resíduo
químico (não tem mais qualquer valor agregado) e deve
ser incinerado ou enviado para disposição final num
aterro químico industrial. Como o procedimento legal exigido
para incineração ou deposição em aterro
químico é, em muitos casos, complicado, demorado e
caro, é aconselhável o acondicionamento (emergencial,
como me-dida de segurança provisória) do material em
recipientes adequados(normalmente polie-tileno de alta densidade,
até 30 litros) e a estocagem desses contêineres em local
de baixa circulação, temperatura amena e ventilado
(porões). A utilização de apassivadores
químicos (como areia seca, areia seca e cal, vermiculite -
mais cara, etc.) para acomodar as embalagens originais do material
químico a ser segregado aumentam a segurança, por
absorverem choques e também por neutralizarem (ainda que
parcialmente) possíveis vazamentos. Finalmente, devemos
rotular esses recipientes com o maior número de
informações e cuidar pela
impermeabilização do rótulo. Quando todas as
condições e normas para eliminação
definitiva forem conseguidas, esse material poderá ser enviado
como se encontra ou retirado e reembalado em condições
mais econômicas (eliminação da areia, por
exemplo). Esse conjunto de procedimentos aumenta a segurança e
previne desperdícios, de forma relativamente simples,
viável e econômica.
O
Prof. Orlando Zancanaro faz parte da Comissão de
Biossegurança da USP
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Armazenamento
inadequado de passivo

Passivo
acondicionado visando segurança química
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Universidade
de Cambrigde confere medalha à ANBio
A
dra. C. Cockcroft, cientista do Instituto de Biotecnologia da
Universidade de Cam-bridge, visitou vários institutos de
pesquisa e empresas de biotecnologia em vários países
da América Latina. Seu objetivo é conhecer o atual
desenvolvimento das pesquisas na área de biotecnologia
agrícola, as necessidades de cada país e como os
avanços biotecnoógicos podem auxiliar os países
do mundo agrícola a se desenvolver. Du-rante sua visita ao
Brasil, premiou a ANBio com a coroa comemorativa do Winston
Churchill, pela sua colaboração excepcional para o seu projeto.
Coroa
Comemorativa Winston Churchill


Este
é mais um reconhecimento de nosso trabalho pela comunidade internacional |