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Realizado em julho deste ano, o seminário Novas Regras para Comercialização de Alimentos Transgênicos e o Cenário Nacional da Agricultura contou com a participação de especialistas em segurança alimentar, no código de defesa do consumidor, no setor produtivo agrícola, de consultores jurídicos e em economia e impactos do agronegócio brasileiro.

Após a liberação da safra de soja de 2003 contendo soja geneticamente modificada através da Lei 10.688 de 13 de junho de 2003, inúmeras apreensões surgiram no setor produtivo de alimentos e na sociedade brasileira. Alerta a discussão sobre os transgênicos no Brasil e no mundo, a ANBio, em parceria com a UniverCidade, organizou este evento objetivando contribuir com a sociedade brasileira para esclarecer o tema.

A rotulagem de alimentos transgênicos tem sido utilizada como instrumento de barreira comercial, na medida em que é fundamental considerar a segurança desses produtos antes de sua liberação para consumo humano ou animal. Existem muitas divergências com relação a rotulagem desses alimentos no mundo. Alguns países como Estados Unidos, Canadá e Argentina não rotulam diferenciadamente esses produtos por os considerarem substancialmente equivalente aos produtos convencionais. Por outro lado, a União Européia, a Austrália e a Nova Zelândia optaram por rotular esses produtos acima de um limite pré-admitido quanto a presença do Organismo Geneticamente Modificado. O Brasil, considerando o Código de Defesa do Consumidor e o direito à informação também optou por rotular os alimentos que contenham mais de 1% do OGM. O decreto de rotulagem 4680, de abril deste ano, estabeleceu ainda a necessidade de um símbolo para esses alimentos.

Dentro do contexto do comércio internacional a posição antagônica com relação a rotulagem dos diferentes países tem levado a um início de polêmica junto à Organização Mundial do Comércio, o que poderá levar a dificuldades sobretudo no comércio entre os países do Mercosul, já que esses países possuem posicionamentos distintos ao do Brasil.

Nesta discussão, é muito importante separar a discussão da rotulagem da discussão sobre segurança dos produtos geneticamente modificados. Ao liberar a soja transgênica, ficou claro que o Governo Brasileiro assumiu a sua segurança para consumo humano e animal e, portanto, não há o que temer. A rotulagem passa então a ser apenas um direito de escolha do consumidor. Entretanto, as campanhas contrárias a esses alimentos, têm procurado associar o rótulo a falta de segurança desses produtos gerando temor e desconfiança no seio da população brasileira. É fundamental que eventos como este promovido pela UniverCidade e ANBio, onde cientistas e especialistas debatem o tema, desmistifiquem o assunto, promovendo o conhecimento científico sobre a matéria.

Durante o evento, a ANBio apresentou o o Bioselo - selo de segurança que certificará os alimentos que contenham organismos modificados geneticamente dando segurança ao consumidor brasileiro e permitindo um tratamento equânime na comercialização desses produtos, sem levar a barreiras no comércio internacional e nacional.

Colabore com o Jornal da ANBio, telefone 2220-0288 ou pelo e-mail jornal@anbio.org.br

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