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O fórum reuniu estudantes, pesquisadores e cientistas na UniverCidade e foi transmitido ao vivo via internet
O debate do Rio
Comunidade científica carioca discutiu os transgênicos na UniverCidade

   O I Fórum Carioca de Produtos Transgênicos, promovido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, pela Associação Nacional de Biossegurança (ANBio) e pela UniverCidade, que cedeu suas instalações no Humaitá, reuniu, dia 1ª de dezembro, uma platéia de cerca de 100 estudantes, professores, pesquisadores e cientistas que discutiram a situação dos transgênicos no Brasil e no mundo.
   Um público, sem dúvida, significativo e interessado, considerando que no dia do encontro a cidade de um modo geral e a região onde se deu a reunião, em particular, padeceram as conseqüências de fortes chuvas e terríveis engarrafamentos no trânsito, que dificultaram muito o acesso dos participantes. O evento, no entanto, não ficou restrito ao Rio, mas pôde ser acompanhado no mundo todo via Internet, graças à Link, que transmitiu ao vivo para a revista de Biotecnologia.
O consultor e PhD em Bioquímica Dr. Timothy Peoples, editor técnico deste jornal, destacou a discussão sobre as questões jurídicas pertinentes à legislação brasileira de biossegurança, conduzida pela dra. Maria Teresa Correia da Silva, do Ministério da Ciência e Tecnologia. O debate foi ilustrado com os casos do milho transgênico importado da Argentina para uso como ração animal e da soja Round Up Ready fabricada pela empresa Monsanto.
   -São bons exemplos de questões resolvidas a nível técnico, mas que se encontram ainda sob análise jurídica, explicou a Dra. Leila Macedo Oda, presidente da CTNBio e da ANBio, que abriu o fórum abordando a legislação de biossegurança no Brasil e no mundo.
   Outro aspecto importante debatido no encontro foi, segundo Dr. Peoples, a questão da bioética na era genômica, a cargo do professor José Luiz Telles de Almeida, da Fiocruz. Ele apresentou três situações hipotéticas, mas factíveis, que induzem à reflexão para concluir que "as respostas éticas às conseqüências da engenharia genética não estão dadas" e que a discussão requer "um ambiente o mais esclarecido possível, sem paixões e emoções excessivas".

   A participação da Embrapa no fórum, desenvolvida pela dra. Marília Nutti, do Rio de Janeiro, destacou que a empresa pretende realizar no Brasil as análises de segurança dos produtos transgênicos, que hoje são feitas somente no exterior. "Finalmente, temos que mencionar a participação do estado do Rio de Janeiro, especificamente da Universidade Estadual do Norte Fluminense no Projeto Genoma", concluiu Dr. Timothy Peoples. (foto)

II congresso Brasileiro de biossegurança
II Simpósio LatinoAmericano de Produtos Transgênicos
Inscrições de 26 a 28 de Setembro de 2001 darão direitos à cada inscrito em concorrer a uma viagem de estudos aos laboratórios do centro de Controle de Doenças CDC - Estados Unidos
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