FÓRUM PRO-SCIENTIÆ

Em que medida a obra de José Reis influenciou o desenvolvimento da ciência brasileira?

O boletim eletrônico do Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA/USP,
integrante do Projeto de Treinamento em Divulgação Científica - PTDC e
vinculado à Associação Brasileira de Divulgação Científica - ABRADIC
São Paulo - Ano 2 - nº13 - maio de 2002

Informativo JR

Revista Eletrônica Vox Scientiae

Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA-USP

Coleção Divulgação Científica

ABRADIC - Associação Brasileira de Divulgação Científica

Mural Clipe Ciência

Revista Eletrônica Espiral

Jornal Lanterna Verde

FiloCom - Núcleo de Estudos Filosóficos da Comunicação

1º CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA - USP/ABRADIC/NJR
COMUNICAÇÕES LIVRES. INSCREVA-SE
MAIS INFORMAÇÕES NO SITE DA ABRADIC

O Instituto Biológico, a ABRADIC e o NJR-ECA/USP convidam para homenagem a José Reis, dia 12 de junho, às 20h, no I. Biológico (Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252, São Paulo)

CONTATO

O QUE É O PRO-SCIENTIÆ

FÓRUM PRO-SCIENTIÆ

EDIÇÕES ANTERIORES

Nesta edição:

>>>Cientista, jornalista e divulgador científico José Reis deixa seu legado para a eternidade

>>>Admiradores expressam sua homenagem ao maior divulgador científico do Brasil

>>>Esquizofrenia e PET

>>>A vida e a obra do mestre da divulgação científica

>>>Ciro Marcondes Filho diz ser José Reis uma inspiração para novas indagações

>>>Definidos os participantes do 1º Congresso Internacional de Divulgação Científica na USP

>>>Waldomiro Vergueiro é eleito chefe de Departamento da ECA/USP

>>>NJR lança em junho nova seção do site, com notícias em inglês

Admiradores expressam sua homenagem ao maior divulgador científico do Brasil

"O nome do professor José Reis confunde-se com a própria memória da divulgação científica brasileira. Cientista e jornalista de reputação irretocável, José Reis foi figura ímpar para a consolidação da pesquisa e da divulgação da ciência. Na USP, sua relevância foi expressa com a criação de um núcleo na Escola de Comunicações e Artes que leva seu nome. Como um dos fundadores da SBPC e da Fapesp, dentre as inúmeras realizações e prêmios que recebeu, José Reis deixará para sempre sua marca na história de nosso país."
Adolpho José Melfi, geólogo, reitor da USP.

"Zé Reis é uma pessoa que conheço há muito tempo, desde quando eu era estudante de graduação. Era uma referência para nós, que íamos às reuniões da SBPC. Ele teve o vislumbre de que o cientista tem dificuldade de expressar o seu cotidiano e ajudou a desfazer a imagem do cientista lunático que não tem nenhum contato com a realidade. E isso na década de 50! Até hoje discutimos essas coisas. A gente sente a perda de um orientador, de um paizão."
Esper Cavalheiro, médico, presidente do CNPq.

"Graças ao seu esforço pioneiro e constante, nos últimos 54 anos, na Folha, foi incrementada a participação de cientistas na divulgação da ciência. E, principalmente, os pesquisadores passaram a aceitar a presença de jornalistas, facilitando a interpretação dos achados da ciência para o grande público.
Reis ensinava que a ciência é uma atividade sistemática e coletiva para aumentar o conhecimento humano. Não acaba na descoberta de novos dados, mas em sua divulgação."
Julio Abramczyk, médico e jornalista, colunista da Folha de S.Paulo.

"Aos filhos Paulo e Marcos Swensson Reis, à Dra. Nair Lemos Gonçalves e a todos os docentes e funcionários do Núcleo José Reis,
Peço que aceitem minhas condolências pela irreparável perda desse notável e insubstituível divulgador científico, que sempre colocou a serviço da ciência os melhores frutos de seu trabalho. Apresento meus sentimentos de solidariedade nessa hora de profundo pesar."
Luiz Nunes de Oliveira, pró-reitor de pesquisa da USP.

"Sinto profundamente a perda do cientista e divulgador científico José Reis. Que seu trabalho incessante e sua brava luta por grandes causas sirvam de exemplo a todos que realmente desejam promover o avanço e a difusão da ciência no Brasil."
Caetano Ernesto Plastino, professor do Depto. de Filosofia da USP e membro da diretoria da ABRADIC.

"A trajetória de José Reis foi extraordinária. A partir de um trabalho institucional no Instituto Biológico ele partiu para a maturidade na divulgação da ciência, numa época em que ninguém no país se importava em colocar ciência numa linguagem acessível. Até hoje é difícil fazer isso, colocar conhecimento na cabeça da população. Ele, além de tudo, se preocupava com a interdisciplinariedade. Eu tenho um entusiasmo e uma admiração muito grande pelo nosso José Reis."
Aziz Ab'Saber, geógrafo e professor emérito da USP.

"Perdemos uma figura ímpar. A Folha do domingo não será a mesma."
Victoria Secaf, professora da Escola de Enfermagem da USP.

"Em nome do Instituto de Estudos Brasileiros da USP e do meu, quero expressar nosso pesar pelo passamento do ilustre intelectual e jornalista José Reis."
Murillo Marx, diretor do IEB/USP.

"Fica aqui registrada minha homenagem ao cientista e divulgador científico José Reis, falecido dia 16 de maio aos 94 anos. Trabalhou até poucos dias antes de seu desencarne. Um exemplo de cidadão pleno, intelectual e pesquisador, sempre preocupado com a juventude e a divulgação científica."
Carlos R. Appoloni, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

"Lamento receber a triste notícia desta irreparável perda para o Brasil. Peço transmitir aos familiares, amigos, meus sinceros pêsames e meus sentimentos e dos colegas do Depto. de Ecologia do IBUSP. Sua obra e sua memória serão imortais."
Welington Delitti, vice-chefe do Depto. de Ecologia do Instituto de Biociências da USP.

"Lamentamos profundamente a passagem do imortal José Reis. Figura carismática que foi a pedra fundamental da divulgação técnico-científica neste país. É obrigação de todos dar continuidade à sua fantástica e inesquecível obra."
Aleksandrs Spers, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP.

"Manifestamos nosso pesar."
Semiramis Melani Melo Rocha, professora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP.

"Nosso pesar pela perda de José Reis, fonte na qual muitas vezes, de longa data, alimentamos nossos sonhos."
Gerson Zanetta de Lima, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

"JOSÉ REIS: um homem exemplar que a sociedade brasileira deve sempre prestigiar e seguir o caminho que ele iniciou. Popularizar a CIÊNCIA, trabalhar, escrever e ensinar os que não podem ter acesso ao conhecimento. O jornalista e cientista José Reis é o GRANDE MESTRE. Devemos continuar a estudar e homenageá-lo com trabalho sério."
Yara da Silva Coelho, ex-aluna do Curso Teoria e Prática da Divulgação Científica, do NJR, e jornalista responsável pela revista Vox Scientiae.

"Aos colegas do NJR,
Agora que perdemos nosso inspirador, teremos que trabalhar cada vez mais para fazer jus ao nome do Núcleo e fazê-lo brilhar sempre."
Sylvia Cardoso Leão, médica, professora da Unifesp e ex-aluna do Curso Teoria e Prática da Divulgação Científica, do NJR.

"Em nome dos pesquisadores e gerentes do Centro de Pesquisas da Petrobrás, estamos solidários a toda a comunidade científica neste momento de tristeza e de dor."
Nilton Marlúcio de Arruda, gerente de comunicação social do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo A. Miguez de Mello.

"A sociedade brasileira perde um grande divulgador de ciência, o José Reis. Os que fazem e incentivam feiras de ciência pelo Brasil, sempre tiveram como grande referencial este idealista que sempre se preocupou em colocar a ciência em nível do povo. A História da Ciência brasileira teve grande colaboração, atuação e militância deste grande cientista. Nos seus textos de divulgação científica em jornais, o micro e o macrocosmos se aproximavam do universo popular com várias possibilidades da linguagem. Ele estará sempre vivo nas formas mais simples do fazer e divulgar ciência."
Carlos Wagner Costa Araújo, historiador, coordenador do Núcleo de Ciências da UFES e aluno do Curso Teoria e Prática da Divulgação Científica, do NJR.

"Este Homem da Ciência foi o grande inspirador do trabalho de nosso Instituto e continuará a ser lembrado por todos aqueles que almejam levar o conhecimento científico para o grande público."
Equipe do Instituto Ciênciaonline de Educação e Cultura.

"Com pesar recebemos a notícia do falecimento do cientista, escritor, intelectual e, sobretudo, inigualável divulgador da ciência em nosso país. Sentiremos todos, os mais idosos, e esperamos que também os mais jovens sintam sua falta."
Wilmar Dias da Silva, Thereza Liberman Kipnis e André Kipnis, da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

"A família AFUBRA lastima profundamente a perda do Sr. José Reis. Assim como nós, acreditamos também que toda a sociedade brasileira lamenta tal notícia, visto tratar-se de um expoente do intelectual brasileiro. Fica como consolo sua grande obra em prol do desenvolvimento cultural do país e que ficará para sempre entre nós. Nossas condolências à família enlutada e a todos os parentes e amigos."
Hainsi Gralow, presidente, e Mário André Poll, assessor de comunicação da Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil).

"É com profundo pesar que recebi a notícia do falecimento do Dr. José Reis."
Consuelo Ivo, jornalista, aluna do Curso Teoria e Prática da Divulgação Científica, do NJR.

Waldomiro Vergueiro é eleito chefe de Departamento da ECA/USP
O coordenador de cursos do NJR, Prof. Dr. Waldomiro Vergueiro foi eleito, dia 27 de maio, chefe do Departamento de Biblioteconomia e Documentação (CBD) da ECA/USP. Em nome do Departamento, ele apresentou suas condolências pela morte de José Reis.
Também coordenador do Núcleo de Pesquisa de História em Quadrinhos (NPHQ), que conta com uma gibiteca com cerca de 4 mil volumes, Waldomiro Vergueiro toma posse da chefia do Departamento dia 3 de junho, às 11h. Na mesma cerimônia a Profª Dra. Daysi Pires Noronha será empossada vice-chefe do CBD-ECA/USP.

NJR lança em junho nova seção do site, com notícias em inglês
O site do Núcleo José Reis passa a contar, a partir de junho, com uma nova seção, dirigida ao público internacional.
"Science Writing" trará notícias das atividades do Núcleo, assim como da ABRADIC e do 1º Congresso Internacional de Divulgação Científica, além de apresentar informes sobre ciência no Brasil e no exterior.
A nova seção será coordenada por Bruno de Oliveira Maçães, que é aluno do Curso de Especialização Teoria e Prática da Divulgação Científica, promovido pelo NJR.

Cientista, jornalista e divulgador científico José Reis deixa seu legado para a eternidade
A obra de José Reis inspira pesquisadores

No dia 16 de maio de 2002, no início da tarde, a Associação Brasileira de Divulgação Científica, ABRADIC, enviou mais de cinco mil comunicados pela internet, com a notícia do falecimento de seu presidente de honra, o Dr. José Reis. Até o momento em que publicamos este boletim não paramos de atender à comunidade de amigos e divulgadores científicos, que ainda noticiam o acontecimento.

O jornal Folha de S.Paulo, onde J. Reis começou a divulgar ciência, em 1947, dedicou três páginas e meia do caderno Mais! de domingo, 26 de maio, ao autor da coluna Periscópio, que naquele número encerrou suas atividades. O artigo de J. Reis está publicado neste boletim, pois é histórico. Saiu ainda, neste mesmo suplemento, o texto intitulado "Os Frutos Amargos e a Anticiência", escrito por José Reis, parte do Acervo do NJR, integrante do Projeto José Reis: Unidade na Diversidade, de autoria da coordenadora de pesquisa do Núcleo, Profª Dra. Glória Kreinz, que diz que ainda há muito trabalho a ser feito em torno do Acervo, iniciado em 1992.

Foto: José Nascimento/Folha Imagem

Crodowaldo Pavan e Glória Kreinz, ao lado de familiares e amigos de J. Reis, reunidos no cemitério São Paulo, em 17 de maio de 2002

Kreinz colaborou também com Crodowaldo Pavan, responsável pelo artigo "As Muitas Viagens de José Reis", publicado no caderno Mais!, em que homenageia o divulgador científico e amigo. Os dois pesquisadores, Kreinz e Pavan, atuam juntos desde 1997, quando organizaram o evento que comemorou os 90 anos de J. Reis, na ECA/USP. Coordenam, desde então, a Coleção Divulgação Científica, do NJR, entrando em sua 5ª publicação. Agradecem à família Reis, a Maria Julieta Ormastroni e à notável Nair Lemos Gonçalves a contribuição que deram e dão ao trabalho de pesquisa do Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA/USP. Disseram a este boletim que, em nome de J. Reis e da divulgação científica brasileira, irão continuar a pesquisa inspirada no maior divulgador científico do Brasil.

Foto: Acervo NJR

O mestre da divulgação científica em ação: José Reis participa de reunião na Academia de Ciência do Estado de São Paulo, em 1978

Pavan termina o artigo em homenagem a J. Reis dizendo: "José Reis fez muito pela cultura brasileira, fazendo da divulgação científica uma luta para melhorar a qualidade de vida nacional. Deixa saudades, mas deixa também, para quem tiver coragem de segui-lo, a imagem dos círculos crescentes, da indagação permanente, da espiral em busca do infinito. É nessa direção que pretendemos continuar."

Esquizofrenia e PET
(Último artigo de José Reis publicado na coluna Periscópio, do caderno Mais! da Folha de S.Paulo, edição do dia 26 de maio de 2002)

Dois pesquisadores médicos, um norte-americano e outro alemão, publicaram na revista "Nature" suas experiências com a esquizofrenia paranóide utilizando o imageamento pela PET (tomografia por emissão de pósitrons). Concluíram ser possível por esse meio delimitar a área geradora das alucinações e modelar os remédios contra a doença.

A PET é dispositivo não-invasivo que permite fotografar e analisar com grande precisão e sensibilidade a atividade das estruturas do corpo, inclusive os circuitos vasculares e nervosos. Baseia-se na ação de pósitrons, que são elétrons positivos. Ela tem concorrido vantajosamente, em certas circunstâncias, com outros recursos de varredura ou esquadrinhamento estrutural.

As esquizofrenias são um grupo de doenças caracterizadas por alterações ideoafetivas, segundo ensina Isaac Mielnik em seu dicionário de termos psiquiátricos. A American Association of Psychiatry define a esquizofrenia como grave distúrbio emocional de nível psicótico profundo, caracterizado por fuga à realidade com produção de delírios, alucinações, desarmonia e conduta agressiva. O nome esquizofrenia foi criado por Eugen Bleuler em 1911, embora o reconhecimento do mal, sob várias denominações, seja muito mais antigo. A palavra significa cisão mental.

Um dos tipos de esquizofrenia é a paranóide, que configura pensamento autista ou paralógico, delírios de referência, perseguição ou grandeza, mal sistematizados e acompanhados de alucinações. Um dos pacientes estudados no trabalho publicado na "Nature" era moço de 25 anos, que se dizia perseguido por voz ameaçadora que lhe dirigia palavras irreverentes de acusação ou censura, ou procurava orientar-lhe a conduta.

Os pacientes eram deitados em quartos isolados, onde eles apertavam um botão da PET sempre que ouviam as palavras. Com essa operação, "acendiam" as áreas cerebrais supostamente atingidas, que os cientistas fotografavam de dez em dez minutos e, mais tarde, comparavam e casavam com o ruído do botão. Conseguiram, afinal, verdadeiro álbum fotográfico de alucinações ativas.

O resultado do trabalho foi excelente, conseguindo os cientistas localizar circuitos cerebrais que parecem controlar as alucinações auditivas provenientes da doença. A identificação das áreas de alucinação talvez permita compor os fármacos ativos desses locais e curativos do processo.

Sugerem ainda os resultados obtidos que as alucinações sejam produto conjunto das estruturas cerebrais profundas que regulam o pensamento e as emoções e das áreas superficiais associadas aos sinais sonoros e visuais. Integrando vozes e visões aleatórias com emoções, o cérebro pode dar agudo senso de realidade a esse tipo de estímulo. Segundo lembra Jeannifer Mattos em "Time", os achados se contrapõem à idéia de que os pacientes com alucinações na verdade estejam falando consigo mesmos, pois as varreduras do cérebro pela PET revelam atividade na área correspondente à audição, porém não nas relativas à fala.

José Reis, 26 de maio de 2002

A vida e a obra do mestre da divulgação científica

1907: 12 de junho: Nasce, no Rio de Janeiro, José Reis, 11º filho de uma família que seria composta por 13 irmãos.
1920: José Reis inicia o curso secundário no Colégio D. Pedro II.
1924: Conclusão do curso secundário. José Reis obtém o prêmio "Pantheon", conferido aos melhores alunos do Colégio D. Pedro II.
1925: Inicia curso na Faculdade Nacional de Medicina, na cadeira básica de microbiologia. Durante o curso de medicina, realiza estudos de patologia no Instituto Oswaldo Cruz - Curso de Aplicação - e obtém o Prêmio Oswaldo Cruz - medalha de ouro (que não foi entregue por falta de verbas).
1929: No segundo semestre do ano, é convidado a trabalhar no Instituto Biológico de São Paulo. É contratado como bacteriologista.
1930: José Reis termina o curso de medicina.
1932: 15 de março: Inicia sua carreira de divulgador científico, que iria se estender por nada menos que setenta anos, ao publicar pela primeira vez um texto de divulgação na revista Chácaras e Quintais.
1935/36: A convite do professor Thomas M. Rivers, realiza um estágio no Instituto Rockfeller, nos Estados Unidos.
1936: Publica o livro Tratado de Ornipatologia, em colaboração com Paulo Nóbrega e Annita Swensson Reis.
1941: J. Reis participa da reorganização da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo; desse trabalho resultou o livro Rasgando Horizontes, com C.B.Schmidt.
1943: É convidado pelo interventor Fernando Costa a dirigir o Departamento de Serviço Público do Estado de São Paulo.
1947: 6 de abril: Início do trabalho de divulgação na empresa Folha da Manhã (que, à época, publicava os jornais Folha da Noite e Folha de S.Paulo, este até hoje existente). Inicialmente escreve sobre temas administrativos, mas pouco depois se fixa a divulgar regularmente assuntos da ciência - atividade que viria a exercer por mais de 50 anos, na Folha, além de outras publicações.
1948: 8 de julho: J. Reis participa da fundação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC. "(...) por iniciativa minha, reuni para isso, inicialmente, os drs. Paulo Sawaya, Maurício Rocha e Silva e Gastão Rosenfeld, fundou-se a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, de que fui primeiro secretário geral e cuja revista "Ciência e Cultura" atualmente dirijo, como diretor e sem retribuição." Começa a publicar aos domingos, na Folha de S.Paulo, a coluna "No mundo da Ciência".
1949: Funda e torna-se editor da revista Ciência e Cultura.
1950: Torna-se jornalista profissional.
1954: Encerra a primeira fase de editor da revista Ciência e Cultura, da SBPC.
1955: Torna-se membro da Comissão Permanente do Regime Integral, até o advento do governo Adhemar de Barros. Inicia participação na revista Anhembi, com a coluna "Ciência de 30 dias".
1956: Participa, como relator sobre temas do ensino da ciência, da reunião anual da Associação Brasileira de Educação, em Salvador.
1957: Sai a 2ª edição do Tratado de Ornipatologia.
1958: Aposenta-se no Instituto Biológico, recebendo o título de Servidor Emérito. Funda, com José Nabantino Ramos e Clóvis Queiroga, a Editora IBRASA - Instituição Brasileira de Difusão Cultural S.A. - onde lança os "livros-fermento", "que tragam idéias novas e provoquem debate"; a atuação como editor se estende até 1978.
1962: Assume o cargo de Diretor de Redação da Folha de S.Paulo, "responsável pela orientação e pelo preparo de editoriais, sem prejuízo do trabalho de divulgação científica" (1962-67). Recebe o Prêmio Governador do Estado de São Paulo de Jornalismo Científico.
1963: Em reunião da ONU em Genebra, sobre Ciência e Tecnologia, apresenta relatório sobre a posição da ciência no ensino.
1964: Recebe o Prêmio John R. Reitemeyer de jornalismo científico, conferido pela 1ª vez pela Sociedade Interamericana de Imprensa e pela União Pan-americana de Imprensa.
1967: Deixa o cargo de Diretor de Redação da Folha de S.Paulo.
1968: Publica o livro Educação é Investimento, com prefácio de Alceu Amoroso Lima, pela Editora IBRASA.
1972: Volta a dirigir a revista Ciência e Cultura, da SBPC.
1975: Recebe o Prêmio Kalinga, da UNESCO.
1978: É instituído, pelo CNPq, o Prêmio José Reis de Divulgação Científica.
1986: Deixa suas funções na revista Ciência e Cultura, da SBPC, pela qual foi responsável nos períodos de 1949 a 1954 e de 1972 a 1985.
1992: Fundado, na Escola de Comunicações e Artes da USP, o Núcleo José Reis de Divulgação Científica.
1997: Uma comissão presidida pelo Prof. Dr. Crodowaldo Pavan, composta por representantes do NJR, da ECA/USP, da Fapesp e do CNPq, comemora no dia 12 de junho os 90 anos de José Reis.
1998: É lançado, no dia 8 de junho, em homenagem a J. Reis, o primeiro livro da Coleção Divulgação Científica, A Espiral em Busca do Infinito, elaborado pelo NJR-ECA/USP, sob organização dos professores Glória Kreinz e Crodowaldo Pavan.
1999: José Reis continua atuando como jornalista, no jornal Folha de S.Paulo, na coluna "Periscópio". É lançado o segundo volume da Coleção Divulgação Científica, Idealistas Isolados.
2000: Publicado o texto de José Reis "Fundação de Amparo à Pesquisa", no livro Os Donos da Paisagem , nº3 da Coleção Divulgação Científica,
2001: José Reis é presidente de honra eleito da recém-fundada Associação Brasileira de Divulgação Científica - ABRADIC. Em 12 de junho, realiza-se na ECA-USP uma homenagem a J. Reis por seus 94 anos, data em que é lançado o quarto livro da Coleção Divulgação Científica, José Reis: Jornalista, Cientista e Divulgador Científico.
2002: Continua a escrever para a Folha de S.Paulo, na coluna "Periscópio", até o momento de sua morte, em 16 de maio. Seu último texto para a coluna é publicado no dia 26 de maio, com o título "Esquizofrenia e PET". A mesma edição do caderno Mais! apresenta ainda o texto inédito de J. Reis "Os frutos amargos e a anticiência" (Acervo NJR), acompanhado pelo artigo de Crodowaldo Pavan, com a colaboração de Glória Kreinz, "As muitas viagens de José Reis (1907-2002)".

Fonte: Projeto "José Reis: Unidade na Diversidade" (1992-2002), de autoria da Profª Dra. Glória Kreinz (NJR-ECA/USP).

Ciro Marcondes Filho diz ser José Reis uma inspiração para novas indagações

O Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho, coordenador geral do NJR, afirma, em nome de toda equipe, que o patrono do Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA/USP será inspiração de novas indagações em torno da divulgação científica.

Definidos os participantes do 1º Congresso Internacional de Divulgação Científica na USP

 
A Comissão Organizadora do 1º Congresso Internacional de Divulgação Científica USP/ABRADIC/NJR já tem definidos os participantes das conferências e painéis do evento, que ocorre de 26 a 29 de agosto, no Anfiteatro Camargo Guarnieri, na Cidade Universitária, em São Paulo.

Entre os participantes estrangeiros confirmados para o Congresso (ver programa abaixo), que tem como tema "Ética e Divulgação Científica: Os Desafios no Novo Século", estão o francês Michel Paty, o espanhol Manuel Calvo Hernando, o canadense Michel Bergeron, a argentina Diana Cazaux e a chilena Beatriz Macedo.

Os interessados em assistir às conferências e painéis, com direito a certificado, devem se inscrever, entre 3 de junho e 26 de agosto, junto ao NJR-ABRADIC (Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Bloco 9, sala 10, Cidade Universitária). Sócios da ABRADIC pagam R$ 20,00 pela inscrição; não-sócios, R$ 40,00. Estudantes pagam apenas R$ 20,00.

O Congresso Internacional também contará com comunicações livres. Os interessados em apresentar trabalhos devem entregar um resumo estendido por e-mail até 20 de julho. Sócios da ABRADIC pagam R$ 30,00 pela apresentação de trabalho, com direito a assistir às conferência e painéis; não-sócios pagam R$ 60,00.

Mais informações no site da ABRADIC ou pelo telefone (11) 9185-8655, com Osmir Nunes ou Nely Bacellar.

Programa do 1º Congresso Internacional de Divulgação Científica USP/ABRADIC/NJR

Local: Anfiteatro Camargo Guarnieri
Reitoria da USP

Dia 26 de agosto de 2002, segunda-feira

19h Abertura dos trabalhos e “Tributo a José Reis”
Magnífico Reitor da Universidade de São Paulo – Prof. Dr. Adolpho José Melfi

19h30 Conferência: Homenagem a José Reis pelos membros da Academia de Ciência do Estado de São Paulo
Prof. Dr. Crodowaldo Pavan
Prof. Dr. Shigueo Watanabe
Prof. Dr. Sérgio Mascarenhas

21h30 Concerto Musical – Orquestra de Câmara da USP

22h00 Coquetel de confraternização
Local: Átrio do anfiteatro

Dia 27 de agosto de 2002, terça-feira

9h Conferência: “Ética, divulgação científica e história da ciência”
Michel Paty – Sorbone 7 (França)

10h Café

10h30 Painel: “A ética e os novos desafios da divulgação científica”
Coordenador: Prof. Dr. Crodowaldo Pavan
Debatedores:
Prof. Dr. Oswaldo Frota-Pessoa – IB/USP
Profª Dra. Beatriz Macedo – Chile
Profª Dra. Olgaria C. Feres – FFLCH/USP

12h30 Almoço

14h30 Conferência: “A bioética e a divulgação científica”
Prof. Dr. Franklin Leopoldo e Silva – FFLCH/USP

15h30 Café

16h Painel: “Implicações éticas da clonagem”
Coordenador: Prof. Dr. Crodowaldo Pavan
Debatedores:
Profª Dra. Lygia Pereira – IB/USP
Profª Dra. Mayana Zatz – IB/USP
Profª Dra. Vera C. A. Ferreira – Instituto Biológico
Glória Perez – Rede Globo de Televisão

19h Comunicações livres
Coordenação: Márcia Rebouças, Glória Kreinz, Waldomiro Vergueiro

Dia 28 de agosto de 2002, quarta-feria

9h Conferência: “Sociedade civil, ética e jornalismo científico”
Diana Cazaux – Argentina

10h Café

10h30 Painel: “Novas tecnologias e divulgação científica”
Coordenador: Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho
Debatedores:
Profª Dra. Maria A. Dantes – FFLCH/USP
Prof. Dr. Esper A. Cavalheiro – Presidente do CNPq
Denis Russo Burgierman – Revista Superinteressante

12h30 Almoço

14h30 Conferência: “Estratégias de popularização da ciência”
Beatriz Macedo – Chile

15h30 Café

16h Painel: “Divulgação científica e educação”
Coordenador: Prof. Dr. Célio da Cunha – UNESCO
Debatedores:
Luiz Nunes de Oliveira - Pró-Reitor de Pesquisa da USP
Maurício Tuffani – Revista Galileu
Jeter Bertoletti – Diretor do Museu de Ciência de Porto Alegre

19h Comunicações livres
Coordenação: Márcia Rebouças, Glória Kreinz, Waldomiro Vergueiro

Dia 29 de agosto de 2002, quinta-feira

9h Conferência: “Divulgação científica e os desafios no novo século”
Prof. Dr. Manuel Calvo Hernando – Espanha

10h Café

10h30 Painel: “Ciência e divulgação científica”
Coordenador: Dr. Julio Abramczyk – Folha de S.Paulo
Debatedores:
Prof. Dr. Sérgio Mascarenhas – IF/USP-SC
Prof. Dr. Antonio Brito da Cunha – IB/USP
Prof. Dr. Aziz Ab’Saber – IEA/USP

12h30 Almoço

14h30 Conferência: “Medicina e divulgação científica”
Michel Bergeron – Canadá

16h Plenária: Proposição, discussão, leitura e assinatura do “Manifesto de São Paulo”
Mediador: Prof. Dr. Franklin Leopoldo e Silva – FFLCH/USP

18h30 Encerramento dos trabalhos – Homenagens e atividade cultural

Os certificados serão entregues ao término do evento.

Obs.: Serão acrescentados ainda alguns nomes ao programa, pois os painéis não estão totalmente fechados.

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Expediente
O boletim eletrônico Pro-Scientiæ é produto do Projeto de Treinamento em Divulgação Científica (PTDC), desenvolvido pelo Núcleo José Reis de Divulgação Científica da ECA/USP.
Endereço para correspondência: Av. Prof. Lúcio M. Rodrigues, 443, Bloco 9, sala 10, Cidade Universitária, CEP 05508-900, São Paulo - SP. Tel.: (11) 3091-4021/4270, (11) 9185-8655; fax: (11) 3091-4329 (FiloCom).

Universidade de São Paulo: Reitor: Prof. Dr. Adolpho José Melfi
Escola de Comunicações e Artes: Diretor: Prof. Dr. Waldenyr Caldas

Coordenador Geral do NJR: Prof. Dr. Ciro Marcondes Filho; Coordenador de Divulgação: Prof. Dr. Crodowaldo Pavan;
Coordenadora de Pesquisa: Profª Dra. Glória Kreinz; Coordenador de Cursos: Prof. Dr. Waldomiro Vergueiro.
Produção Editorial: Osmir J. Nunes; Editor-chefe: Mauro Celso Destácio (Mtb 29.348);
Editor de arte e webdesign: Marcelo Afonso. Secretário assistente: Everton M. V. Santos. Eventos: Mariana Bonafé Santos.

Colaboração especial: Profª Dra. Gisela S. Ortriwano, Fabiana R. Barbosa, Raquel Nunes, Leandro Destácio, Marcia C. P. Natal e José Medeiros da Silva.
E-mail para contatos: pro_scientia@hotmail.com