Boletim Informativo do Centro Mundial de Conhecimento Agrícola.

Ediçao de 15 de Abril

Biossegurança baseada em GGT

Dar enfase ao GGT (genomics-guided transgenes), com base em genes nativos ou homólogos, tornaria bem mais fácil a realizaçao de certos tipos de estudos de campo com GMOs. Isto significa se concentrar na fonte dos genes introduzidos e sua semelhança com os que já existem nas plantas recipientes. Steven

Strauss, professor de ciencias florestais na Universidade Estadual do Oregon, apresentou este conceito, observando que na Europa as regulamentaçoes para testes de campo estao impedindo a exploraçao ideal de GGT. E isto impede que potenciais benefícios ao meio ambiente sejam introduzidos na agricultura.

Strauss diz que estudos com GGT deveriam ter as mesmas regras de estudos convencionais, no estágio experimental de estudos de campo. "Toda agricultura apresenta riscos e impactos ambientais. A questao é se os riscos estao dentro dos parâmetros que aceitamos diariamente."

O professor acha que as regras atuais tornam a biotecnologia difícil para as pequenas empresas. Seria preciso um enfoque mais realista e mais barato aos estudos de campo, o que poderia levar r "democratizaçao", permitindo assim que mais empresas pequenas pudessem realizar tais estudos.

O artigo de Strauss chamado "Genomics, Genetic Engineering and Domestication of Crops" (Genoma, Engenharia Genética e Domesticaçao do Cultivo) foi publicado em Science (300, 61-62). Envie um e-mail para Steven Strauss para steve.strauss@orst.edu para mais informaçoes.
 
UE pede que 12 países adotem legislaçao para OGMs

A Comissao Européia (CE) pediu formalmente que 12 estados membros adotem e publiquem legislaçao para implementar a lei da CE na liberaçao deliberada de organismos geneticamente modificados (OGMs) no meio ambiente. Estes estados membros sao: França, Luxemburgo, Bélgica, Holanda, Alemanha, Itália, Irlanda, Grécia, Espanha, Portugal, Áustria e Finlândia.

As 12 naçoes nao cumpriram o prazo de 12 de Outubro de 2002 para a adoçao e publicaçao da referida legislaçao. Alguns dos componentes da diretriz da CE incluem:
  a) Princípios que regem a avaliaçao de riscos ao meio ambiente
  b) Monitoramento compulsório após a comercializaçao, incluindo o monitoramento de possíveis efeitos a longo prazo no meio ambiente
  c) Um requerimento para informar ao público
  d) Um requerimento para que os estados membros assegurem rotulagem e rastreabilidade em todas as fases da comercializaçao
  e) Um requerimento para que as aprovaçoes iniciais de OGMs sejam limitadas a um máximo de 10 anos.
  f) A obrigaçao de consultar o parlamento europeu sobre decisoes para autorizar a liberaçao de OGMs.
Esta declaraçao r imprensa da CE está disponível online em http://europa.eu.int

Sistema de rotulagem "Livre de OGMs" da Nova Zelândia

A vista da recomendaçao da Royal Commission, o governo da Nova Zelândia organizou um grupo de trabalho interdepartamental, composto pelo Ministro de Assuntos do Consumidor e Conselho de Segurança Alimentar da Nova Zelândia, para facilitar o desenvolvimento de um Sistema de Rotulagem "Livre de OGMs" voluntário.

O objetivo do governo, ao facilitar o desenvolvimento de um sistema de rotulagem livre de OGMs, é fazer com que as empresas atendam rs exigencias de informaçoes por parte do consumidor, rotulando seus produtos como livres de OGMs. O sistema de rotulagem também deseja assegurar a exatidao das informaçoes oferecidas ao consumidor.

O plano foi colocado num artigo chamado "Rotulagem Livre de OGM Voluntária", para discutir pontos sobre a rotulagem livre de OGM, e analisar o desenvolvimento, propriedade e administraçao de tal sistema de rotulagem. O artigo argumenta que um sistema de rotulagem bem sucedido poderia atender a várias das expectativas do consumidor e da indústria. Algumas das medidas necessárias sao as seguintes:

Para atender as expectativas do Consumidor:

a) O sistema de rotulagem deve ter um custo baixo de transaçao (o custo para o consumidor obter a informaçao).
b) Informaçoes úteis e de fácil compreensao devem ser oferecidas ao consumidor, ao menor custo possível.
c) O consumidor deve poder confiar na fonte da informaçao.

Para atender as expectativas da Indústria:

a) Os benefícios r indústria (vantagem competitiva, maior lucro, penetraçao de mercado) devem ser maiores que os riscos (nao atender rs exigencias do consumidor, perda de credibilidade, ser inconsistente com a legislaçao) e custos (pesquisa de mercado, desenvolvimento, marketing e verificaçao).

Outros pontos que devem ser discutidos durante o desenvolvimento do sistema estao nas seguintes áreas: propriedade e administraçao, habilidade técnica, confiança do consumidor, flexibilidade, suporte contínuo, dispute resolution e fundos. Pode ser feito um download do artigo completo no site://www.mfe.govt.nz/issues/organisms/food.html.
 
Cientistas descobrem genes reguladores de lavra de arroz

Xueyong Li e seus colaboradores na Academia Chinesa de Ciencias em Beijing, na China, isolaram e caracterizaram com sucesso o gene Monoculum 1 (MOC1), que controla geneticamente
o processo de ramificaçao e a formaçao de brotos.

Os mutantes do arroz transformados com até 3 cópias do gene MOC1 produziram duas a tres vezes mais pés que as plantas selvagens. As plantas transformadas também eram mais baixas que as selvagens, indicando que o MOC1 também afeta a altura das plantas, uma característica economicamente importante. Como a formaçao é uma característica agronômica importante para a produçao de graos, a manipulaçao genética do MOC1 pode ser uma estratégia para aumentar a produtividade do arroz.

Li e seus colaboradores selecionaram plantas de arroz com base nos mutantes com números alterados de cada pé. A análise genética cruzada entre pés mutantes e plantas selvagens revelou que os mutantes possuem mutaçao recessiva simples. O gene MOC1 foi entao mapeado ao braço longo do cromossomo 6, e foi codificada uma proteína nuclear com 441 resíduos de aminoácidos. Embora tenha sido confirmado que o MOC1 possa ser um regulador importante na lavra de arroz, acredita-se que este seja um processo complexo que envolve a expressao de vários genes.

A pesquisa de Xueyong Li e colaboradores está em Nature, e o download pode ser efetuado no site:
http://www.nature.com/cgitaf/DynaPage.taf?file=/nature/journal/v422/n6932/abs/nature01518_fs.html
 
Hastert: Açao da OMC nos mercados de AGM

Uma açao oficial da Organizaçao Mundial de Comércio (OMC) é necessária para abrir mercados para os alimentos geneticamente modificados (AGM). Isto foi enfatizado pelo porta-voz do congresso americano, Dennis Hastert, durante um testemunho no Comite de Agricultura do Congresso. Ele disse especificamente que o uso de barreiras nao tarifárias estava se tornando uma ameaça iminente ao livre comércio dos AGM.

Hastert disse: "O livre comércio deixará de ter sentido se for boicotado por barreiras nao tarifárias, baseadas em medo e conjecturas, e nao em ciencia". Ele citou dois casos, um dos quais sendo a atual moratória européia sobre os produtos GM, que resultou numa perda anual de mais de US$300 milhoes na exportaçao de milho de agricultores americanos. Outro caso é a rejeiçao de ajuda humanitária com alimentos americanos, pois as cargas continham milho modificado. Hastert observou que o impacto destas políticas afetaria a competitividade dos agricultores e a habilidade de oferecer alimentos para a populaçao mundial.

O artigo completo está no site do American Society of Plant Biologists. Visite:
http://www.aspb.org/publicaffairs/agricultural/hastert.cfm
 
Agricultores de Kwazulu-Natal tem bons resultados com milho GM

Dados iniciais dos agricultores de Kwazulu-Natal, África do Sul, mostram que aqueles que plantaram milho branco geneticamente modificado (GM) pela primeira vez nesta temporada tiveram uma colheita maior, e aumentaram sua renda.

"Esta nova tecnologia é o que a África precisa para superar a fome e a falta de alimentos", disse Richard Sithole, presidente do Sindicato de Agricultores do Distrito de Hlabisa. O sindicato dos agricultores possui cerca de 150 agricultores emergentes que plantam na área média de 2-1/2 hectares.

A colheita de Sithole em seus 2-1/2 ha foi de 100 sacas, comparada rs 80 sacas da última temporada com semente híbrida normal. Foi um aumento de 20 sacas, ou 25%. Paulos Mwelase, presidente do Sindicato de Agricultores de Thubalethu, plantou 2 hectares de milho Bt. Ele colheu 45 sacas, comparadas rs seis sacas de milho de baixa qualidade do ano passado.

Sithole diz que o milho era plantado para consumo doméstico, mas com a safra bem sucedida, eles pretendem se concentrar na agricultura como um negócio.
 
USAID diz que África precisa de plantaçoes GM

Andres Natsios, administrador da Agencia Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), diz que as naçoes africanas deveriam considerar o uso de plantaçoes com produtos geneticamente modificadas (GM), principalmente o trigo e o milho resistentes r seca, se quiserem quebrar os ciclos da fome.

Perante o Comite de Relaçoes Internacionais do Parlamento Americano, Natsios mencionou que, além de usar plantaçoes GM, a África deve considerar o uso de irrigaçao em pequena escala, e a educaçao de futuros cientistas africanos, que realizariam a pesquisas baseados nas necessidades da África.

Mais sobre o USAID em: http://www.usaid.gov
 
FAO lança banco de dados

A Organizaçao de Alimentos e Agricultura da ONU (FAO) acaba de lançar o FAO-BioDeC, um banco de dados para buscas sobre produtos e técnicas de vanguarda sobre plantaçoes GM, que estao em uso ou elaboraçao nos países em desenvolvimento. O banco de dados atualmente inclui 2000 itens de 70 países em desenvolvimento, incluindo países com economias em transiçao.

Os itens estao em ingles, embora as principais informaçoes do banco de dados estejam também em arábe, chines, frances e espanhol. O banco de dados ainda está em evoluçao, e sofrerá atualizaçoes e verificaçoes regulares.

Visite http://www.fao.org/biotech/inventory_admin/dep/default.asp ou entre em contato com biodec@fao.org para mais informaçoes.
 
Anúncio: GKC lança "K Sheets"

O Centro Mundial de Conhecimento sobre Biotecnologia Agrícola, do Serviço Internacional para Aquisiçao de Aplicaçoes da Biotecnologia Agrícola (ou International Service for the Acquisition of Agri-biotech Applications - ISAAA), publicou online duas "K Sheets" resumindo os últimos resultados de duas pesquisas da Comissao Européia, publicados na metade de março de 2003. Estas pesquisas estao em "Europeans and Biotechnology 2002", e "Review of GMOs Under Research and Development and in the Pipeline in Europe." Faça o download dos dois resumos pelo site http://www.isaaa.org/kc


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