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Seringueiros do Pará: na luta pela preservação do peixe-boi

BRASÍLIA - Os seringueiros do Pará são os mais novos aliados na luta pela preservação do peixe-boi da Amazônia, o mamífero aquático mais ameaçado de extinção do país. Uma parceria do Centro Mamíferos Aquáticos/Ibama, responsável pelo trabalho de conservação do peixe-boi no Brasil, com o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) está ajudando a viabilizar a pesquisa sobre o peixe-boi da Amazônia (Trichechus inungis) no estado do Pará.

Com ampla penetração nas comunidades ribeirinhas e extrativistas, o CNS garante o acesso dos pesquisadores até as populações tradicionais. A primeira experiência no campo ocorreu no início de setembro durante a expedição que percorreu 70 comunidades na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns em busca de dados sobre a ocorrência do peixe-boi na região e os hábitos de caça ao animal que ainda fazem parte do dia-a-dia de muitas comunidades, apesar da escassez cada vez maior do animal nos lagos e igarapés da região.

Com as orientações técnicas do Centro Mamíferos Aquáticos, o CNS instalou em uma área de sua propriedade, próxima ao município de Alter-do-Chão, no Pará um viveiro no ambiente natural para abrigar inicialmente dois peixes-bois apreendidos pelo Ibama na região a partir de denúncias dos próprios ribeirinhos. O viveiro está devidamente montado dentro das especificações técnicas definidas para a manutenção de animais em cativeiro. Eles deverão permanecer no cativeiro e integrar o programa de recuperação da espécie.

Os funcionários do CNS, incluindo uma bióloga, recebem treinamento do Centro Mamíferos Aquáticos para manejar os peixes-bois. O manejo inclui a alimentação diária e o controle necessário para o acompanhamento da saúde dos animais.

Agência Brasil

 

 

 

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