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Raio-X
ambiental do Brasil aponta problemas
LEILA
SUWWAN
da
Folha de S.Paulo, em Brasília
O
governo lançou ontem o primeiro GEO Brasil (Perspectivas
Globais do Meio Ambiente), um levantamento que utiliza metodologia
internacional para apresentar um diagnóstico da
situação do ambiente e do desenvolvimento
sustentável do país.
O
documento, que será distribuído para os candidatos
à Presidência e ao Legislativo, aponta uma
situação "crítica": os esforços
dos últimos anos não reverteram o ritmo de
destruição do ambiente e a sustentabilidade ainda se
resume a esforços pontuais.
"Não
podemos falar hoje que o Brasil está no caminho da
sustentabilidade", disse João Câmara, coordenador
do GEO no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis). "Os esforços recentes
não foram suficientes para reverter o ritmo de
destruição que vem sendo verificado por todos os
institutos de controle."
Para
o ministro José Carlos Carvalho (Meio Ambiente), o documento,
que já havia sido apresentado na Rio +10, é uma
"análise crua" da situação brasileira:
"Não há nenhuma preocupação em
esconder nada. Não há nenhum receio de crítica
àquilo que representa a realidade do Brasil".
Essa
realidade inclui desde a falta de resultados da política de
ZEE (Zoneamento Ecológico Econômico) na Amazônia
à escassez de recursos para saneamento básico.
Para
o presidente do Ibama, Rômulo Mello, o país já
sabe como melhorar o saneamento, mas as medidas tomadas
"não são proporcionais ao problema".
Quanto
ao zoneamento, especificamente com relação ao plantio
de soja na região amazônica, Câmara avalia que
ainda não deixou de ser "uma idéia de
trabalho". "Não há um órgão que
faça uma barreira [de regras ambientais] entre as terras e a
demanda do mercado", afirmou, citando pressões do consumo
de soja e do mercado de madeira.
Elaborado
a partir da metodologia do Pnuma (Programa das Nações
Unidas para o Ambiente), o GEO Brasil também propõe
políticas de longo prazo para os diferentes setores: solo,
subsolo, recursos hídricos, florestas e atmosfera, entre
outros
Fonte:
http://www1.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u7374.shtml
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