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Temperatura em alta diminue buraco de ozônio

O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida, que varia de tamanho ao longo do ano, desta vez está encolhendo mais cedo. Nos últimos seis anos ele chegava ao mês de outubro com uma área estimada em 24 milhões de quilômetros quadrados. Desta vez as observações mostraram uma acelerada diminuição nas últimas 2 semanas, que restringiu sua área a 15 milhões de quilômetros quadrados.O encolhimento fez com que o buraco se dividisse em duas fendas distintas. De acordo com os cientistas da NASA e do NOAA, órgão que cuida do monitoramento Oceânico e Atmosférico nos EUA, o fenômeno se deve a um aumento na temperatura atmosférica.

As temperaturas mais baixas no Pólo Sul ocorrem tipicamente entre agosto e setembro, quando nuvens se formam e auxiliam nas reações químicas envolvendo os clorofluorcarbonos (CFC) e o bromo. Essas reações destruindo o ozônio e fazem com que o buraco se expanda. Em outubro, a temperaturas começam a subir e a camada inicia o processo de recomposição.

Mas este ano as temperaturas mais altas alteraram o turbilhão polar que anualmente se forma na estratosfera sobre a Antártica. 'A estratosfera do Hemisfério sul está extraordinariamente perturbada este ano', disse o meteorologista Craig Long, do Centro de Previsão do Tempo do NOAA. A alteração no estado atmosférico é tão forte que antecipou a divisão do buraco, que tradicionalmente acontece só em novembro. Os cientistas enfatizam, entretanto, que a diminuição do buraco se deve a um estado peculiar da atmosfera, e não pode ser considerada uma tendência de longo prazo.

Em 2001, o buraco do ozônio na Antártida estava maior que toda a área dos Estados Unidos, Canadá e México.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT403569-1939,00.html

 

 

 

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