Parceria,
saída possível para crédito de carbono
De
São Paulo
VALOR ECONOMICO
A agilidade
nas negociações de crédito de carbono no Brasil
depende do fechamento de parcerias entre as empresas nacionais e
estrangeiras, defende José Goldemberg, secretário de
Meio Ambiente do Estado de São Paulo. "Companhias de
Portugal, interessadas em reduzir as emissões de dióxido
de carbono, querem firmar parcerias para negociar os
créditos", disse ele durante seminário organizado
pela International Business Communications (IBC), em São Paulo.
O Brasil e a
Índia, afirmou Goldemberg, têm grande potencial a ser
explorado. "Temos empresas com bons projetos, que podem
avançar neste mercado.
Mas a
comercialização dos créditos de carbono -
mercado criado a partir do Protocolo de Kyoto, em 1997, que
estabelece normas para a redução de dióxido de
carbono na atmosfera - ainda gera controvérsias. Para os
executivos Pedro Paulo Teixeira, gerente de projetos do banco
holandês Rabobank, e Marco Antonio Fujihara, diretor de
negócios sustentáveis da PriceWaterHouseCoopers, ainda
há uma banalização dos negócios no país.
Fujihara
defende projetos calcados em programas que envolvam responsabilidade
social, o que pode dar maior valor agregado aos negócios.
"Gera menor risco durante a transação."
Para o
Rabobank, um dos principais financiadores mundiais de projetos de
créditos de carbono, a maior transparência nos
negócios evita o descrédito dos projetos. Governos de
países desenvolvidos, como a Holanda, e
instituições financeiras, como o Banco Mundial,
são hoje os principais investidores neste setor.
No Brasil,
usinas sucroalcooleiras, siderúrgicas e indústrias de
aterros encabeçam os projetos de crédito de carbono. (MS)
