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Empresa é interditada, mas pode reabrir amanha

Secretário mineiro culpa gestao Itamar Franco por falta de controle ambiental

Especial para o Estado

ALEX CAPELLA

BELO HORIZONTE – Interditada na sexta-feira, rs 18 horas, a Indústria Cataguases de Papel, responsável pelo vazamento de produtos tóxicos que contaminaram os Rios Pomba e Paraíba do Sul, pode ter seu funcionamento normalizado a partir de amanha. Apesar de ter sofrido dois processos de interdiçao – um do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) e outro da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) –, a empresa precisa apenas trocar alguns equipamentos para reiniciar a produçao.

No início da tarde de sexta-feira, uma liminar concedida pelo juiz José Ricardo de Oliveira, da 1.S Vara Civil da Comarca de Cataguases, impediu que o pedido de fechamento da indústria expedido pelo Copam fosse cumprido. Diante da liminar, restou r DRT vistoriar a empresa, aplicar uma multa de R$ 50 mil e expedir auto de interdiçao até que a Cataguases substitua equipamentos que poderiam colocar em risco os trabalhadores. Esse trabalho começou ontem.

Na quinta-feira, o juiz da Vara Federal de Campos, Marcelo Luzio Marques Araújo, decretou a prisao preventiva do diretor-administrativo da Cataguases, Félix Santana, e do sócio-gerente da empresa, Joao Gregório do Bem. Ambos permanecem oficialmente foragidos.

Inspeçao – A suspensao de um convenio entre a Fundaçao Estadual do Meio Ambiente (Feam) e a Polícia Militar, ocorrida na gestao Itamar Franco, impediu que o governo de Minas fosse informado de possíveis irregularidades no funcionamento da Cataguases. Pelo menos é essa a explicaçao do secretário estadual de Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, para a tragédia nos Rios Pomba e Paraíba do Sul. “Tanto é que os boletins de ocorrencia sobre irregularidades ligadas ao meio ambiente eram passados ao Ibama, órgao federal, pois a polícia nao tinha mais a quem recorrer em Minas.”

INTERTITULO/INTERTITULOApesar disso, a Feam já havia recebido, em 14 de julho, uma denúncia sobre irregularidades em duas barragens de rejeitos localizadas a 20 quilômetros da sede da indústria. “Os técnicos estiveram próximos do local do acidente no ano passado”, admitiu o secretário. “Mas, como pude averiguar, foram verificar um problema de poluiçao causado por duas barragens que estavam dentro do perímetro da cidade de Cataguases e nao na empresa.”

 

 

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