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Cientistas discutem uso de ecossistemas na África

Um workshop promovido pelo consórcio Alternative for Slash and Burn (ASB), em Nairobi, no Quênia (África), está reunindo esta semana pesquisadores e técnicos de seis continentes para discutir os problemas e soluções ligados ao uso de ecossistemas. O encontro pretende cruzar informações sobre grupos de interesse (produtores, técnicos, autoridades públicas, ambientalistas, cientistas etc) e as estratégias que conciliam desenvolvimento, uso racional dos recursos naturais e melhoria da qualidade de vida, especialmente em países localizados às margens de florestas tropicais como Brasil, Camarões, Indonésia, Peru e Tailândia.

Judson Valentim, pesquisador da Embrapa Acre, é um dos três pesquisadores brasileiros presentes no encontro. O workshop, que começou no dia 17 e vai até o dia 20 de março, resultará em um documento que será entregue às Nações Unidas através da secretaria do Millenium Ecosystem Assessment Program.

Há quase 10 anos, diversas pesquisas têm sido orientadas pelas prerrogativas do consórcio ASB em assentamentos rurais do Acre e Rondônia. Neste período, os pesquisadores conseguiram chegar a diagnósticos e proposições sobre as mudanças climáticas, biodiversidade, sustentabilidade agronômica e impactos socioeconômicos e políticos na região. Entre os resultados, os estudos mostram que a intensificação sustentável da agricultura e pecuária sem a continuidade do desmatamento pode ser possível na Amazônia, mas requer incentivos econômicos e políticos apropriados bem como base tecnológica e estrutura de mercados para sustentar esta opção de desenvolvimento.

O consórcio ASB é coordenado pelo Centro Internacional de Pesquisa em Agrofloresta (Icraf) e é composto por 9 centros internacionais de pesquisa, 39 instituições nacionais de pesquisa, 18 universidades, 48 organizações não governamentais e 10 institutos de pesquisa avançada. As pesquisas e trocas de experiências tem o objetivo de melhorar o padrão de vida dos agricultores, protegendo o meio ambiente através do desenvolvimento de práticas de uso da terra sem derrubada e queima. De acordo com as pesquisas, entre os exemplos concretos que atendem a essa premissa estão os sistemas agroflorestais e silvipastoris, as tecnologias para manejo florestal e as capoeiras melhoradas que voltam a ser produtivas.

Outras informações:

Jornalista Soraya Pereira (MTB 26165/SP)
Embrapa Acre
E-mail: soraya@cpafac.embrapa.br
Fone: (68) 212 3200

Em Nairobi, contatar o pesquisador Judson Valentim pelo e-mail judson@cpafac.embrapa.br

 

 

 

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