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Clube da Árvore


O Cuidado que a Industria tem de ter com o Meio Ambiente

O efeito "Cataguazes" está sendo "muito Benéfico".
A frase hoje é: - "A Cataguazes pode ser voce amanha".

A Lei 9605/98, que trata sobre Crimes Ambientais, é bem clara:
- "A falta de cuidado com o Meio Ambiente, pode dar Cadeia, Multas, Indisponibilidade dos Bens dos Responsáveis pela Empresa e demais sançoes Legais".

Todas as Empresas ganharam muito com a Prevençao e o Cuidado com os seus Rejeitos, basta implantar um SGA - Sistema de Gestao Ambiental.

Por outro lado as Entidades Ambientais, sejam Municipais, Estaduais e Federais estao "abrindo os olhos" para a Fiscalizaçao.

Leia as noticias a seguir.

Sds.Ambientalistas.
Prof. Julio Cesar - Coordenador do Clube da Árvore.
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COMPANHIA PERNAMBUCANA DE MEIO AMBIENTE VAI MULTAR INDÚSTRIAS QUE NAO ENTREGAREM INFORMAÇOES SOBRE RESÍDUOS SÓLIDOS .

A CPRH -Companhia Pernambucana do Meio Ambiente está dando prazo, até a próxima terça-feira, 15, para as indústrias que, nos meses de dezembro do ano passado a fevereiro deste ano, foram convocadas para apresentar informaçoes sobre o inventário dos resíduos sólidos .

De acordo com o diretor de Controle Ambiental da CPRH, Geraldo Miranda, das 338 indústrias que receberam a convocaçao da CPRH, 191 enviaram o formulário preenchido. "Nós estamos dando este prazo máximo e, partir do dia 16, a indústria que nao tiver remetido os dados, será autuada e multada. As multas aplicadas pela CPRH variam de R$ 100 a R$ 100 mil", enfatizou. Já as indústrias convocadas no mes de março, tem prazo até 30 de abril para entregar o formulário.

O Inventário de Resíduos Sólidos, realizado pela Secretaria de Ciencia, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma), através da CPRH, faz parte da estratégia nacional para a gestao de resíduos sólidos industriais e tem como base a Resoluçao Conama 313/02 e a Legislaçao Estadual (Lei 12.008/01 e o Decreto 23.941/02).

Para esclarecimentos sobre o preenchimento do documento, a CPRH mantém uma Central de Atendimento, que funciona na sede do órgao e atende através do fone 3267-1909, no horário das 13h30 rs 17h30 ou do e-mail: inventariope@brturbo.com.br O formulário pode ser acessado via Internet, através do endereço www.cprh.pe.gov.br. (Ascom CPRH)
NOVA TRAGÉDIA ECOLÓGICA AMEAÇA RIO EM MINAS GERAIS
Toneladas de rejeitos sólidos da Empresa de Mineraçao Esperança S/A (Emesa) - desativada desde 1996, após falencia - estao sendo carreados pelas chuvas, poluindo uma área de 40 hectares, assoreando e mudando o curso do Rio Paraopeba, em Brumadinho, Regiao Metropolitana de Belo Horizonte.

Desde janeiro, segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Quintino Vargas Amaral, vários órgaos ambientais do Estado foram alertados, inclusive a Fundaçao Estadual do Meio Ambiente (Feam), e nada teria sido feito. Na semana passada, após a tragédia ambiental em Cataguases, na Zona da Mata mineira, o secretário de Estado do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, reconheceu falhas no sistema de gestao ambiental. A Feam, que tem a funçao de fiscalizar, nao tinha sequer um cadastro completo de todos os depósitos de resíduos no Estado.

Em Brumadinho, dois hectares de rejeitos de minério estavam sendo contidos por uma barragem de oito metros de altura, feita com gabioes (pedras amarradas com telas de arame). Houve o rompimento e agora todo o material está sendo arrastado, com as chuvas, e chegando ao Paraopeba pelos córregos Esperança e Elias. A cava da mina, que fica entre os municípios de Brumadinho e Sao Joaquim de Bicas, tem mais de 100 metros de profundidade, de onde foram retirados 150 milhoes de toneladas de minério de ferro. A recuperaçao da área custaria R$ 6 milhoes, estima Quintino.

O relatório de 70 páginas feito em janeiro pelo município foi enviado rs promotorias local e estadual do Meio Ambiente, r Associaçao Mineira de Defesa do Ambiente (Amda), rs secretarias de Estado do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Econômico, ao Comite da Bacia do Paraopeba, entre outros órgaos. Com as chuvas de janeiro, a situaçao no local piorou. O leito do rio sofreu um desvio de 50 metros e ameaça a rodovia MG-040, que dá acesso r capital.

"A terra está correndo toda para o rio. Os depósitos de minério nao tem contençao porque foram feitos do tipo ponta de aterro, com o caminhao chegando na beirada do barranco e despejando", acrescentou Quintino. Ontem, representantes da Amda e o promotor de Justiça Carlos Eduardo Dutra Pires estiveram no local. O Ministério Público instaurou inquérito para apurar as responsabilidade e, amanha, rs 9 horas, haverá reuniao no fórum da cidade com representantes do Grupo Paraibuna de Metais, antigos sócios majoritários.

A presidente da Amda, Maria Dalce Ricas, informou que nas redondezas da capital várias barragens ameaçam se romper. Ela disse que a recuperaçao de áreas degradadas compete aos órgaos empreendedores. No entanto, considera que há uma lacuna no licenciamento, que é a nao exigencia de garantia econômica para recuperaçao de áreas degradadas em caso de abandono. "Queremos uma garantia econômica através de cauçao, hipoteca ou conta vinculada, para que o Estado possa ter recursos para recuperar a área", afirmou Dalce.

Após tomar conhecimento do acidente em Brumadinho, a Feam deslocou técnicos para o local. O secretário adjunto, Shelley de Souza Carneiro, sobrevoou a área. A informaçao é que nao havia risco de contaminaçao por metais pesados e que a empresa nunca atendeu as solicitaçoes e demandas da Feam.(Hoje em Dia)
 
DEPUTADOS APROVAM CRIAÇAO DE SISTEMA PARA PREVENÇAO A DESASTRES AMBIENTAIS

Os deputados da Comissao de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias da Câmara Federal aprovaram a iniciativa do MMA - Ministério do Meio Ambiente para a criaçao de um Sistema de Resposta Rápida a Emergencias Ambientais, como deslizamentos, desabamentos, enchentes ou inundaçoes, incendios florestais, vazamentos de produtos tóxicos. A idéia foi anunciada aos parlamentares nesta quarta-feira (9), em audiencia pública sobre o desastre ambiental oriundo do derrame de resíduos tóxicos da Cataguazes Indústria de Papel, que atingiu Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Participaram do encontro Claudio Langone, secretário-executivo do MMA, Nilvo Luiz Alves da Silva, presidente-substituto do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Jerson Kelman, diretor-presidente da ANA - Agencia Nacional de Águas, e representantes dos órgaos estaduais de Meio Ambiente de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, da Companhia de Água e Esgotos do Rio de Janeiro, da Câmara de Vereadores de Cataguases (MG), da Defesa Civil. A Cataguazes Indústria de Papel nao enviou representantes r audiencia.

De acordo com Langone, todas as açoes possíveis, frente r realidade atual do Sisnama - Sistema Nacional do Meio Ambiente, foram tomadas de forma conjunta pelas diversas instâncias de governo para minimizar os impactos ambientais, sociais e econômicos após o derrame de resíduos. "Precisamos de um sistema nacional que possibilite a prevençao e o combate rápido e efetivo a esse tipo de problema. O sistema trataria ainda da identificaçao de profissionais e de instituiçoes que pudessem contribuir com sua técnica e conhecimento", disse. Conforme o secretário-executivo do Ministério, há a necessidade urgente de se obter fontes de financiamento para identificar e aliviar o passivo ambiental no país, e é flagrante a necessidade de mais açoes preventivas.

Nilvo Silva explicou as açoes tomada pelo Ibama. Segundo ele, os resíduos que foram derramados nos mananciais de Minas Gerais e Rio de Janeiro eram sobras da produçao de celulose, em um estágio primário. "O material que vazou nao era oriundo do processo de branqueamento com cloro, o que o isenta da presença de dioxinas, por exemplo, que é um poluente orgânico persistente", explicou. O presidente do Ibama, Marcus Barros, e o diretor de Proteçao Ambiental do Instituto, Flávio Montiel, se encontram na regiao atingida acompanhando o combate aos efeitos do desastre. Ainda nao existem dados conclusivos sobre o derrame de resíduos.

Para Jerson Kelman, ainda precisam ser identificadas as reais causas do vazamento do primeiro reservatório de resíduos da Cataguazes Indústria de Papel, que tem capacidade para 1,2 bilhao de litros. Um segundo reservatório, da mesma empresa, possui cerca de 700 milhoes de litros armazenados. "Esse material deverá ter uma destinaçao ambiental adequada antes do início das chuvas, evitando nova tragédia", salientou. Kelman informou ainda que a primeira barragem está sendo recuperada, e que está prevista a instalaçao de um sistema de monitoramento da água no Paraíba do Sul.

PASSIVO AMBIENTAL – Para a ministra Marina Silva, o maior problema quanto ao passivo ambiental brasileiro é o fato de esse mesmo passivo nao ter sido tratado até o momento com uma política pública, de governo. De acordo com ela, nao há um levantamento preciso sobre a situaçao no país, e, como a maioria desse passivo se encontra no âmbito estadual, será desenvolvida uma açao conjunta com esses governos.

"A maioria dos problemas ambientais em nosso país se deve a uma concepçao antiga, de que o meio ambiente suportaria todo tipo de impacto, do desenvolvimento a qualquer custo", explicou. "Nosso tarefa agora é continuar trabalhando para mudar essa visao e para que nao sejam relegados novos passivos rs geraçoes futuras", disse a ministra.

Um projeto, ainda em formataçao, é o de implementar, de forma inédita no Brasil, um Sistema de Resposta Rápida a Emergencias Ambientais, divididas em dois grupos: um de origem em fenômenos climáticos e outro com origem em vazamentos de produtos perigosos, incluídos o petróleo e seus derivados. Um seminário deve se realizar ainda este mes para encaminhar esse tema. "Estamos há menos de cem dias no governo, mas esse passivo vem de muitos anos. Seria injusto cobrar soluçoes imediatas para problemas antigos. Somos herdeiros desse passivo", salientou Marina Silva.

Esse Sistema deverá se articular com outros já existentes, tanto na esfera governamental (federal, estadual, municipal) como nos setores público e privado (instituiçoes de ensino e de pesquisa), de modo que atribuiçoes já exercidas por outros órgaos, além do MMA e Ibama, possam ser aproveitadas e/ou aprimoradas. "Com esse levantamento, veremos que a situaçao é precária, mas ele precisa ser feito para que possamos tomar as necessárias açoes para reverter esse quadro", disse a ministra.

Deverao ser adotados alguns princípios e açoes para a efetivaçao do Sistema, como: descentralizaçao para resposta rápida; protocolos de comunicaçao (centralizaçao); monitoramento ambiental informatizado; e criaçao de uma base de dados sobre riscos ambientais nos municípios brasileiros.
(Ascom MMA)

 

 

 

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