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Clube da Árvore


A Industria gera Resíduos que tem de ser Tratados.

Depósitos com alto teor de perigo

Fonte: http://oglobo.globo.com/oglobo/rio/107187152.htm

Embora nao haja indústrias de celulose, nao faltam no Rio depósitos de produtos tóxicos irregulares e histórias de acidentes ambientais de grandes proporçoes. No caso mais famoso, da Companhia Mercantil e Industrial Ingá, 50 milhoes de litros de lama misturada a metais pesados foram despejados na Baía de Sepetiba, em 1996. A empresa decretou falencia, mas deixou no local onde funcionava uma bacia de resíduos desativada em estado semelhante r que se rompeu sábado em Cataguases, alerta Odir Plácido Duarte, presidente da Associaçao de Ambientalistas de Angra dos Reis (Amar).

Odir denuncia também que navios entram sem rebocadores na Baía de Ilha Grande, em locais onde choques de embarcaçoes em pedras sao comuns:

— Se houver vazamento em algum navio, será um caos. O país nao tem dinheiro para despoluir o santuário ecológico da Baía da Ilha Grande.

WWF: mapeamento de áreas de risco é fundamental

Joao Miguel da Silva, coordenador da Assembléia Permanente das Entidades de Defesa ao Meio Ambiente (Apedema), lembra de outros casos de acidentes até hoje nao resolvidos, como o do pó-de-broca (hexaclorobenzeno) encontrado numa fábrica abandonada de produtos químicos do Ministério da Saúde, em Caxias:

— O pó continua lá, impregnado no solo — diz Joao.

O ambientalista alerta também para a existencia de tres milhoes de metros cúbicos de veneno estocados nos terrenos da Bayer, em Belford Roxo, r beira do Rio Sarapuí. O Centro de Tratamento de Resíduos (Centres), que armazenava galoes de lixo tóxico de várias empresas, foi fechado e virou um passivo ambiental:

— O veneno fica sem dono.

Outros acidentes marcaram o Rio. Em 96, óleo ascarel, cancerígeno, vazou da subestaçao de energia do metrô em Irajá. Moradores que usaram o produto como bronzeador e até para frituras foram hospitalizados. Até a Casa da Moeda, na produçao do real, trouxe danos ao meio ambiente. Em 1994, constatou-se que a empresa estaria despejando no Rio da Guarda, na altura de Santa Cruz, cromo, níquel, estanho e outros produtos usados na confecçao de dinheiro. Em 97, o Rio Areal, na Zona Oeste, foi tingido de azul por uma fábrica de jeans.

O coordenador do programa Água para a Vida, da WWF-Brasil, Samuel Barreto, observa que a falta de um mapeamento das áreas de risco poe a populaçao em perigo e compromete o combate a desastres ecológicos:

— É preciso ter um plano de açao para evitar acidentes e minimizar os riscos. É muito mais caro corrigir do que prevenir.

O presidente da Associaçao Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre), Carlos Fernandes, disse que o Brasil precisa com urgencia de um sistema para controlar a geraçao, a estocagem e a destinaçao de resíduos industriais.

 

 

 

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