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Clube da Árvore


O que é "o Desenvolvimento Sustentável".

Fonte: http://www2.petrobras.com.br/portal/meio_ambiente.htm
 
DEFINIÇAO

Desenvolvimento Sustentável é aquele que permite r geraçao atual suprir as suas necessidades sem comprometer a capacitaçao das geraçoes futuras.

RIO 92

Convençao Quadro das Naçoes Unidas Sobre Mudança do Clima

Durante a década de 1980, evidencias científicas sobre a possibilidade de mudanças do clima em nível mundial despertaram um interesse cada vez maior no público.

Nos anos 90, uma série de conferencias internacionais apelavam para a urgencia de um tratado mundial para enfrentar tal problema. O Programa das Naçoes Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Organizaçao Meteorológica Mundial (OMM) responderam a esses chamados criando um grupo de trabalho intergovernamental que se encarregou de preparar as negociaçoes desse tratado.

Desde entao, fez-se enormes progressos, devido, em parte, ao trabalho realizado pelos especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) e a realizaçao de reunioes como a Segunda Conferencia Mundial sobre o Clima (1990).

Em resposta r proposta formulada pelo grupo de trabalho, a Assembléia Geral das Naçoes Unidas estabeleceu, em seu período de sessoes de 1990, o Comite Intergovernamental de Negociaçao para a Convençao Quadro sobre Mudança do Clima (CIN/CQMC), ao qual encomendou a redaçao de uma Convençao Quadro, assim como de qualquer instrumento jurídico relacionado que fosse considerado necessário.

Os representantes de mais de 150 países se encontraram durante cinco reunioes celebradas entre fevereiro de 1991 e maio de 1992 e, finalmente, em 9 de maio de 1992, foi adotada a Convençao Quadro das Naçoes Unidas sobre Mudança do Clima na Sede das Naçoes Unidas (Nova York).

Pouco tempo depois, 155 países firmaram a Convençao na Conferencia das Naçoes Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida com o nome de Cúpula da Terra, que foi realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992. Desde entao, a Convençao vem sendo firmada por outros Estados e ratificada por um crescente número de países.

A Convençao entrou em vigor em 21 de março de 1994, 90 dias após a qüinquagésima ratificaçao. A primeira reuniao da Conferencia das Partes foi realizada em Berlim, no período de 28 de março a 7 de abril de 1995. O CIN/CQMC foi entao dissolvido e a Conferencia das Partes passou a conduzir o longo processo de implementaçao da Convençao.

Agenda 21
Agenda 21 Global - Agenda 21 Brasileira

Agenda 21 Global

A comunidade internacional, durante a Rio-92, acordou a aprovaçao de um documento contendo compromissos para mudança do padrao de desenvolvimento no próximo século, denominando-o Agenda 21. Resgatava, assim, o termo 'Agenda' no seu sentido de intençoes, desígnio, desejo de mudanças para um modelo de civilizaçao em que predominasse o equilíbrio ambiental e a justiça social entre as naçoes.

Mais do que um documento, a Agenda 21 é um processo de planejamento participativo que analisa a situaçao atual de um país, Estado, município e/ou regiao, e planeja o futuro de forma sustentável. Esse processo de planejamento deve envolver todos os atores sociais na discussao dos principais problemas e na formaçao de parcerias e compromissos para a sua soluçao a curto, médio e longo prazos.

A análise e o encaminhamento das propostas para o futuro devem ser feitas dentro de uma abordagem integrada e sistemica das dimensoes econômica, social, ambiental e político-institucional. Em outras palavras, o esforço de planejar o futuro, com base nos princípios de Agenda 21, gera produtos concretos, exeqüíveis e mensuráveis derivados de compromissos pactuados entre todos os atores, o que garante a sustentabilidade dos resultados.

Agenda 21 Brasileira

Agenda 21 Brasileira tem por objetivo definir uma estratégia de desenvolvimento sustentável para o país, a partir de um processo de articulaçao e parceria entre o governo e a sociedade.

Nesse sentido, o processo de elaboraçao da Agenda 21 Brasileira vem sendo conduzido pela Comissao de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e Agenda 21 (CPDS), a partir de critérios e premissas específicas, que privilegiam uma abordagem multisetorial da realidade brasileira e um planejamento a longo prazo do desenvolvimento do país.

A metodologia de trabalho para a Agenda 21 Brasileira selecionou as áreas temáticas que refletem a nossa problemática sócio-ambiental, e definiu a necessidade de proposiçao de novos instrumentos de coordenaçao e acompanhamento de políticas publicas para o desenvolvimento sustentável.

A escolha dos seis temas centrais da Agenda 21 Brasileira foi feita de forma a abarcar a complexidade do país, dos estados, municípios e regioes dentro do conceito da sustentabilidade ampliada, permitindo planejar os sistemas e modelos ideais, que seriam:

  • Para o campo, através do Tema Agricultura Sustentável;

  • Para o meio urbano, com as Cidades Sustentáveis;
  • Para os setores estratégicos de transportes, energia e comunicaçoes, questoes-chave do Tema Infra-estrutura e Integraçao Regional;
  • Para a proteçao e uso sustentável dos recursos naturais, o tema Gestao dos Recursos Naturais;
  • Para reduzir as disparidades sociais, o tema Reduçao das Desigualdades Sociais;
  • Para a Ciencia e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável.

Já foram produzidos, de forma participativa, seis documentos temáticos, que foram utilizados como subsídios r elaboraçao do documento "Agenda 21 Brasileira - Bases para Discussao", que será amplamente divulgado para que possa ser discutido em nível regional de forma que, até o final de 2000, tenha-se a Agenda concluída para encaminhamento r Casa Civil da Presidencia da RepRepública. (MMA)

Protocolo de Quioto

Quando adotaram a Convençao-Quadro das Naçoes Unidas sobre Mudança do Clima, em 1992, os governos reconheceram que ela poderia ser a propulsora de açoes mais enérgicas no futuro.

Ao estabelecer um processo permanente de revisao, discussao e troca de informaçoes, a Convençao possibilita a adoçao de compromissos adicionais em resposta a mudanças no conhecimento científico e nas disposiçoes políticas.

A primeira revisao da adequaçao dos compromissos dos países desenvolvidos foi conduzida, como previsto, na primeira sessao da Conferencia das Partes (COP-1), que ocorreu em Berlim, em 1995. As Partes decidiram que o compromisso dos países desenvolvidos de voltar suas emissoes para os níveis de 1990 até o ano 2000, era inadequado para se atingir o objetivo de longo prazo da Convençao, que consiste em impedir uma interferencia antrópica (produzida pelo homem) perigosa no sistema climático.

Ministros e outras autoridades responderam com a adoçao do "Mandato de Berlim" e com o início de um nova fase de discussoes sobre o fortalecimento dos compromissos dos países desenvolvidos.

O grupo Ad Hoc sobre o Mandato de Berlim (AGBM) foi entao formado para elaborar o esboço de um acordo que, após oito sessoes, foi encaminhado r COP-3 para negociaçao final.

Cerca de 10.000 delegados, observadores e jornalistas participaram desse evento de alto nível realizado em Quioto, Japao, em dezembro de 1997. A conferencia culminou na decisao por consenso (1/CP.3) de adotar-se um Protocolo segundo o qual os países industrializados reduziriam suas emissoes combinadas de gases de efeito estufa em pelo menos 5% em relaçao aos níveis de 1990 até o período entre 2008 e 2012. Esse compromisso, com vinculaçao legal, promete produzir uma reversao da tendencia histórica de crescimento das emissoes iniciadas nesses países há cerca de 150 anos.

O Protocolo de Quioto foi aberto para assinatura em 16 de março de 1998. Só entrará em vigor 90 dias após a sua ratificaçao por pelo menos 55 Partes da Convençao, incluindo os países desenvolvidos que contabilizaram pelo menos 55% das emissoes totais de dióxido de carbono em 1990 desse grupo de países industrializados. Enquanto isso, as Partes da Convençao sobre Mudança do Clima continuarao a observar os compromissos assumidos sob a Convençao e a preparar-se para a futura implementaçao do Protocolo. (MCT)

Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL ou CDM)

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (Clean Development Mechanism, CDM) teve origem na proposta brasileira apresentada em maio de 1997 ao Secretariado da Convençao em Bonn com o objetivo de estabelecer elementos para a definiçao do Protocolo r Convençao. A proposta brasileira consistia na criaçao de um Fundo de Desenvolvimento Limpo que seria formado por meio de contribuiçoes dos países desenvolvidos que nao cumprissem suas metas de reduçao. Este fundo seria utilizado para desenvolver projetos em países em desenvolvimento.

Em Quioto, a idéia do fundo foi transformada, estabelecendo-se o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo:

Que é a - "Possibilidade de um país que tenha compromisso de reduçao adquirir, como forma de cumprir parte de seus compromissos, certificados de reduçao de emissoes de gases de efeito estufa em projetos gerados em países em desenvolvimento".
 
A idéia consiste em que um projeto gere certificados de reduçoes de emissoes. Tais projetos devem implicar reduçoes de emissoes adicionais rquelas que ocorreriam na ausencia do projeto, garantindo benefícios reais, mensuráveis e de longo prazo para a mitigaçao da mudança do clima.
Convenio Petrobras/CEBDS

A Petrobras estabeleceu um convenio com o Comite Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável que tem como objetivo a "Formulaçao de Modelo Nacional para Atuaçao Empresarial em Mudança do Clima".

O convenio deverá, em sua primeira etapa, formalizar uma base de informaçoes para tomada de decisao constando principalmente de :

  • Caracterizaçao técnica do problema, causas e conseqüencias;

  • Base histórica das negociaçoes internacionais e nacionais;
  • Quadro institucional, entidades e responsabilidades;
  • Proposta de modus operandi para implementaçao dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL).

A segunda etapa preve o desenvolvimento de um projeto piloto na Petrobras.

 

 

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