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Governo quer reduzir o risco de contaminaçao com rejeitos

Pela primeira vez no País, hospitais, clínicas médicas, sanatórios, consultórios, laboratórios de análises clínicas, necrotérios e outros estabelecimentos relacionados com a saúde tem regras nacionais sobre acondicionamento e tratamento do lixo gerado. A Agencia de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Ministério da Saúde baixou regras para todo o lixo denominado hospitalar.

As regras estabelecidas pela Anvisa incluem o destino do lixo para aterramento, para radiaçao e para incineraçao. Objetiva evitar danos ao meio ambiente e prevenir acidentes com os profissionais que trabalham diretamente nos processos de coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinaçao de tais resíduos.

No Brasil, cerca de 120 mil toneladas de lixo urbano sao geradas por dia, sendo que 1% a 3% dessa quantidade é produzida nos estabelecimentos de saúde. Desse total, entre 10% a 25% representam risco r saúde. Com a destinaçao correta do resíduo é possível reduzir o risco de contaminaçao. As regras para o destino do lixo hospitalar estao contidas na Resoluçao RDC nO 33/03.

As regras foram discutidas amplamente com representantes de todos os setores envolvidos, como meio ambiente, limpeza urbana, indústria farmaceutica, associaçoes e sociedades de especialidades médicas, dentre outros. O gerenciamento deficiente desses resíduos pode acarretar danos r saúde pública e ao meio ambiente.

“Cada órgao fiscalizador passa a desempenhar um papel essencial e definido e que precisa ser reforçado”, esclarece a chefe da Unidade de Infra-estrutura em Serviços de Saúde da Anvisa, Regina Barcellos. As secretarias estaduais e municipais, em conjunto com os órgaos de limpeza urbana, meio ambiente e a Comissao Nacional de Energia Nuclear (CNEN) vao auxiliar na orientaçao dos procedimentos de controle desses resíduos.

Elas também poderao estabelecer normas complementares para atender especificidades de cada regiao, como por exemplo, as que nao contam com incineradores. De acordo com a Resoluçao, os resíduos serao classificados como potencialmente infectantes (com agentes biológicos infecciosos, como bolsas de sangue contaminado; químicos (tóxicos).

Entre os resíduos tóxidos foram relacionados os restos de medicamentos para tratamento dos cânceres, os reagentes para laboratório e as substâncias para revelaçao de filmes de Raio-X. Há também os rejeitos radioativos (com radioatividade em carga acima do padrao e que nao possam ser reutilizados, como para exames de medicina nuclear).

Ainda existem os restos de gesso, luvas usadas, gazes, materiais passíveis de reciclagem e papéis. E os materiais perfurocortantes, como instrumentos que possam furar ou cortar, lâminas, bisturis, agulhas e ampolas de vidro. Os estabelecimentos tem 12 meses para a adaptaçao as novas regras, a partir de 5 de março, até 2004.

As empresas prestadoras de serviço de limpeza deverao comprovar que seus profissionais foram treinados para prevenir e reduzir riscos de acidentes. Essa será uma das exigencias para contrataçao das companhias especializadas no recolhimento de tal lixo - e uma das condiçoes para participaçao em licitaçoes públicas junto rs secretarias municipais e estaduais de saúde.

 

 

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