Eventos e Cursos

II Curso sobre Economia Ambiental e Mercado de Carbono

De 07 a 09 de março de 2003

O presente curso irá tratar em sua introdução dos aspectos econômicas ligados à exploração e conservação dos recursos naturais e ambientais. Serão discutidas as diferentes abordagens econômicas para o tratamento dos problemas ambientais. Serão estudados diferentes instrumentos analíticos para a avaliação dos benefícios e dos custos do uso dos recursos naturais e ambientais. Os conhecimentos adquiridos serão aplicados no tratamento do problema do Aquecimento Global e na formação do Mercado de Carbono.

O problema ambiental a ser estudado:

As atividades econômicas e industriais têm provocado alterações na biosfera, resultando na quase duplicação da concentração de Gases de Efeito Estufa (GEE). A alteração da concentração dos GEE deverá desencadear um aumento da temperatura média no planeta entre 1 e 3,5 C nos próximos cem anos, o que irá produzir impactos significativos no nosso modo de vida atual.

Para estudar melhor o fenômeno do aquecimento global e suas possíveis conseqüências, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM) criaram o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), composto por um grupo de trabalho encarregado de preparar as negociações de um tratado mundial, a fim de enfrentar o problema globalmente, assim como de realizar as reuniões das conferências mundiais sobre o clima.

A Convenção do Clima assinada por mais de 150 paises durante a Conferência Rio-92, foi implementada utilizando-se o Princípio da Precaução. Em 1992, a proposta inicial foi a de que os países do Anexo I (em grande parte, países desenvolvidos) buscassem reduzir suas emissões de GEE, com o objetivo de que os níveis de emissões voltassem a ser iguais aos do ano do 1990, devendo este ser atingido no ano 2000. Como as emissões em 2000 seriam muitas maiores do que as de 1990, uma nova postura foi adotada através do Protocolo do Quioto (1997), adiando as metas para 2008-2012, quando se propõem emissões 5,2% abaixo das de 1990.

A convenção do Clima foi estabelecida também para auxiliar na busca de uma nova rota do desenvolvimento mundial, o chamado sustentável. As propostas discutidas durante as últimas Conferências das Partes (Quioto-97 e Buenos Aires-98, Bonn-99) deram ênfase à introdução de mecanismos de mercado para reduzir as emissões. A Conferência das Partes realizadas em Quioto-97 destaca-se como a mais importante para o tratamento dado a esse assunto, por ter sido formalizado entre as partes um protocolo onde se encontra definidos critérios e diretrizes que estimularão o mecanismo de mercado, que ficou conhecido por Protocolo de Quioto.

A percepção de que o mercado poderia auxiliar neste processo passou a ganhar consistência, com a idéia de se criar um valor transacionável para reduções de emissões dos GEE, semelhante aos mecanismos existentes para alguns gases poluidores na Europa e Estados Unidos. Dentro desse princípio, foi estabelecido o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). A idéia consiste em que cada tonelada de gás carbônico deixado de ser emitida, ou retirada da atmosfera por um país, poderá ser negociada no mercado mundial, criando um novo atrativo para redução das emissões globais. Os países do Anexo I, provavelmente, estabelecerão cotas para redução das emissões globais. Os países emissores, em seus territórios. As empresas que não conseguirem (total ou parcialmente) reduzir suas emissões poderão comprar CRE (Certificados de Redução de Emissões) em países em desenvolvimento e usá-los para cumprir suas obrigações com os governos.

O Curso pretende oferecer aos interessados, uma perspectiva precisa de como as atividades agro-florestais e/ou de energia poderão ser conduzidas para que possam obter os benefícios do Protocolo de Quioto, e participar do mercado de Carbono.

Programa

1 - Economia do Meio Ambiente
2 - O problema do Aquecimento Global e a Convenção do Clima
3 - As Conferências das Partes (COPs) e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo
4 - A Formação do Mercado de Carbono
5 - Exemplos de projetos de MDL
6 - Atividade Pratica

Prazo de inscrição:
25 de fevereiro, 2003

Vagas:
25 participantes

Local:
Centro Brasileiro de Biologia da Conservação/IPÊ
Dom Pedro 1 km 47
Nazaré Paulista, São Paulo

Período do Curso:
Sexta Feira (07/03) de 20:00 as 22:00, Sábado (08/03) de 9:00 as 18:00 e Domingo (09/03) de 9:00 as 17:00

Candidatos:
Ambientalistas, Biólogos, Ecologistas, Gestores Ambientais, Empresários

Inscrição / Seleção:
Os interessados deverão enviar currículo e uma carta de intenções com dados pessoais para contato (máximo uma página).
Encaminhar pelo e-mail CBBC@IPE.ORG.BR ou pelo correio
IPÊ- Instituto de Pesquisas Ecológicas
Caixa Postal, 47 – Nazaré Paulista – SP. Cep: 12960-000 Brasil.

Preço:
R$ 350,00 (trezentos e cinquenta reais), ou R$ 360,00 (trezentos e sessenta) divididos em 3 parcelas.

Logística:
Alojamento com 3 refeições a base de alimentos orgânicos com opção de comida vegetariana (café da manhã, almoço e jantar).

Professor:
Marcelo Theoto Rocha , Eng Agrônomo, Mestre em Economia Aplicada, Doutorando do DEAS – ESALQ/USP, Pesquisador do CEPEA

MAIS INFORMAÇÕES:
Telefone (011) 4597-1327 / (011) 97894827
E-mail cbbc@ipe.org.br / Site: www.ipe.org.br
*********************************************************
11 ANOS APREC ECOSSISTEMAS COSTEIROS 1992-2003

"A vida começou no mar, não deixe que lá termine!"
 Junte-se a nós!

CNPJ: 00.189.286/0001-03 Rua Dr. Macário Picanço, 825
De utilidade pública: (antiga rua 54) Maravista
Lei municipal 1.423/95 Itaipu Niterói-RJ CEP 24.342-330
Lei estadual 2.522/96 Tel: 9197-0569

Tel / Fax: (021) 2609-8573
Email: aprec@aprec.org.br
Home Page: www.aprec.org.br

Projetos em Andamento
. Centro de Ensino Interdisciplinar CEI/APREC
(Ensino Fundamental e Médio com proposta inovadora)
· Serviço Voluntário para Ações Ecológicas
· Manguezais de Itaipu
· CULTIMAR Cultivos Marinhos
· Informática Popular
· CAMINHANDO... Caminhadas Ecológicas e Culturais
· Bromélias, facilitadoras da biodiversidade
· Recuperação e Conservação dos Manguezais da Bacia da Baía de Guanabara
. MOVA - Alfabetização de Adultos
. Reflorestamento de Manguezais e o Valor de Resgate do Seqüestro de Carbono Atmosférico
 
Parcerias em Projetos
· IBAMA
· Fundação Roberto Marinho
. Embaixada dos Países Baixos
. FNMA Fundo Nacional do Meio Ambiente
. Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro
. CENA/ESALQ/USP Centro de Energia Nuclear para a Agricultura da Universidade de São Paulo
. CEPEA/ESALQ/USP Centre de Pesquisas Econômicas Aplicadas da Universidade de São Paulo
. CDS/UnB Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília
 
Representações:
. CEREJA Centro de Referência de Justiça Ambiental
· APEDEMA Assembléia Permanente das Entidades em Defesa do Meio Ambiente
· Comissão Pró - Parque Estadual da Serra da Tiririca, Itaipu - RJ
· Rede de ONG´s da Mata Atlântica
. Fórum Niteroiense de Ecologistas e Simpatizantes da Natureza - FONECO
. CMAS - Conselho Municipal de Assistência Social
. Associação dos Amigos do Museu de Arqueologia de Itaipu
 
Materiais e o tempo
de permanência na Natureza:
  Papel : 2 a 4 semanas
  Tecido de algodão : 1 a 5 meses
  Corda : 3 a 4 meses
  Meia de lã : 1 ano
  Estaca de madeira pintada : 13 anos
  Lata de conserva : 100 anos
  Lata de alumínio : 300 a 500 anos
  Plástico : 450 anos
  Pneu e garrafa de vidro : Indefinido

 

 

 

:: Biodiversidade

:: Artigos

:: Entrevista

:: Eventos

:: Informativos

:: Notícias

:: Links

:: Contato


©2001 ANBio - Associação Nacional de Biossegurança.
All rights reserved.