Brasil
firma acordo para triplicar área de proteção
amazônica
Para
ONGs, preservação amazônica é interesse mundial
Mariana
Timóteo da Costa
Enviada
especial a Johanesburgo
O
governo brasileiro, o Fundo Global Ambiental (GEF), o Banco Mundial
e a organização não-governamental Fundo Mundial
para a Natureza (WWF) assinaram nesta terça-feira, em
Johanesburgo, um projeto inédito, que deve triplicar a
área conservada da floresta amazônica brasileira.
A
área preservada será de 500 mil quilômetros
quadrados, o equivalente a duas vezes o tamanho da
Grã-Bretanha. O projeto - chamado de Programa Regional de
Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa, na sigla em
inglês) - terá um prazo de dez anos para ser
implementado.
O
presidente Fernando Henrique Cardoso assinou o documento no
penúltimo dia da Cúpula Mundial para o Desenvolvimento
Sustentável, antes de seguir para o Brasil.
Segundo
o governo brasileiro, os cerca de US$ 395 milhões previstos
no projeto serão investidos em "preservação
de espécies, exploração sustentada dos recursos
naturais e preservação da biodiversidade genética
da floresta" até 2012.
Só
o começo
"É
apenas o começo. Não podemos esquecer que o meio
ambiente brasileiro não é apenas formado pela
Amazônia: temos a Mata Atlântica, o rio São
Francisco, o Cerrado, o Pantanal", afirmou o presidente.
"O
projeto abre portas para outras políticas de conservação."
O
objetivo é, além de amenizar os impactos ambientais da
exploração da Amazônia, fazer com que essa
exploração traga benefícios à
população local, sem danificar o meio ambiente.
"A
região da Amazônia é um tesouro da
biodiversidade. E também uma fonte de água fresca, que
é importante não só para o Brasil, como para
toda a humanidade", disse Mohamed El Ashry, do GEF.
Parques
e Reservas
A
primeira fase do Arpa vai criar, até 2006, uma área
protegida de 90 mil metros quadrados na Amazônia - que
será transformada em parques nacionais e reservas
biológicas.
Outros
90 mil metros quadrados passarão a ser considerados
áreas de desenvolvimento sustentável, ou seja, reservas
onde a extração de recursos poderá ser feita de
forma não predatória.
"Somente
com este programa, protegeremos 3,6% das florestas tropicais do
mundo. É uma honra para a nossa organização
estar participando desse projeto", disse Claude Martin, o
diretor geral da WWF.
Fábio
Feldmann, conselheiro especial do presidente para a Rio+10 e
coordenador do processo preparatório do Brasil para a
cúpula, ressaltou que o Arpa é um projeto importante no
meio de algumas decisões frustrantes da cúpula, como o
não estabelecimento de metas para fontes alternativas de
energia.
Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/020903_amazoniamarianacg.shtml?source=brasil-htm
