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"(..) Assim como o jornal A Folha Rural**, da Associação Rural e do Sindicato Rural de Ribeirão Preto, cuja vida se materializa nesta primeira edição, também, a difusão e o debate das Commodities Ambientais é trazida à nossa região pela primeira vez. ...muito terão para contribuir na formação de uma sociedade justa e perfeita, oferecendo idéias e propostas para o desenvolvimento sustentável, cujo sucesso, dependerá das ações firmes do produtor rural e de suas lideranças, além da mobilização que juntos construiremos."

COMMODITIES AMBIENTAIS:Novos conceitos para o Agribusiness Brasileiro

Por Afonso Reis Duarte*

O agro-empresário brasileiro convive cada vez mais com termos e conceitos globalizados, que de uma maneira ou de outra o induzem a rever os seus conceitos e preconceitos, sob pena de ficar marginalizado, caso insista na sua resistência natural, em não participar, reciclar, interagir, ir além da porteira, já que só produzir não basta mais. Ter informações, conhecimento, capacidade de indignação, transformação e mobilização, são ferramentas indispensáveis para as soluções dos problemas da falta de chuvas, da falta de financiamento, dos preços agrícolas, dos sem-terra, do passivo ambiental, da violência...
É bem verdade, que para o homem ativo, uma vida só, mesmo que chegue aos cem anos, é muito pouco para realizar a transformação para um mundo melhor, mas como temos a convicção de que há vida após a morte, apenas perdemos o corpo físico, fica-nos a certeza de que podemos começar a nossa empreitada, que ela não será em vão e que as boas sementes lançadas em terra fértil, hão de produzir bons frutos, garantindo para as gerações futuras, as bases sustentáveis, em que a felicidade, a harmonia e o equilíbrio sejam a tríplice argamassa de uma sociedade digna, ética e participativa.Resgatar e potencializar as virtudes e sabedorias, respeitando os valores culturais, sociais e ambientais, de forma a espalhar os princípios da solidariedade, da justiça, da dignidade, da cidadania, da liberdade, igualdade e fraternidade, são os primeiros passos para se começar a entender o desenvolvimento de um novo mercado, o das Commodities Ambientais, cujos resultados, necessariamente, nos levarão a uma economia justa, socialmente digna e politicamente participativa e integrada. Este modelo quebra paradigmas ao mostrar outras alternativas de produção, em que não basta para qualquer projeto ser viável técnica e economicamente, é preciso incorporar os princípios de sustentabilidade já mencionados.Uma "commodity tradicional" é toda mercadoria padronizada para compra e venda, oriunda da exploração dos recursos naturais (petróleo, soja, água mineral engarrafada, café, açúcar, frango, etc). Para ser uma "commodity", o produto passa por exigências nos processos de comercialização, de transporte, de vigilância sanitária e aspectos tributários, podendo enfrentar barreiras tarifárias e não tarifárias, embargos. As "commodities" têm liquidez, podem vir ou não com selos ambientais e de qualidade, podem ser alimentos tradicionais, transgênicos ou orgânicos.Já as "commodities ambientais" são mercadorias originárias de recursos naturais produzidas em condições sustentáveis e que constituem os insumos vitais para a indústria e a agricultura. Obedecem a critérios de extração, produtividade, padronização diferenciada, classificação, comercialização e investimentos. As commodities ambientais dividem-se em sete matrizes: água, energia, madeira, minério, biodiversidade, reciclagem e controle de emissão de poluentes (água, solo e ar) . O grande diferencial entre as commodities tradicionais e as ambientais, está na variável social, cujo processo de inclusão ganha importância fundamental. O conceito de Commodities Ambientais está registrado na Biblioteca Nacional, é patrimônio nacional , foi desenvolvido pelo Projeto CTA do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo, coordenado pela Economista Amyra El Khalili (www.jornaldomeioambiente.com.br) . A experiência da economista, de 19 anos como operadora de Commodities e de Futuros, na BM&F, possibilitou a formação do Projeto Consultant, Trader e Adviser – CTA cujos estudos e experiências acumulados nos últimos 12 anos, após muitos seminários, cursos, fóruns regionais e palestras por todo Brasil, culminará com a criação da Brazilian Environment Commodities Exchange – BECE (Bolsa Brasileira de Commodities Ambientais). O Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo, dentro do Projeto CTA, vem formando profissionais de diversas áreas, através dos cursos para elaboração e análise de projetos para o mercado de Commodities Ambientais, além de fomentar o debate "via Internet entre diversas entidades no Brasil: sindicatos, associações, ONGs, escolas, universidades, órgãos públicos, conselhos regionais, etc, com a participação ativa de mais de 6.000 pessoas. E não poderia ser diferente: seria praticamente impossível desenvolver mecanismos para gerar negócios, financiados pela democratização do capital, sem que haja o envolvimento e o comprometimento daquele que será seu proprietário e maior beneficiário: o povo brasileiro!" Assim como o jornal A Folha Rural, da Associação Rural e do Sindicato Rural de Ribeirão Preto, cuja vida se materializa nesta primeira edição, também, a difusão e o debate das Commodities Ambientais é trazida à nossa região pela primeira vez. Tanto um evento quanto o outro, que certamente em nada se diferenciam na defesa de todos aqueles princípios universais, citados anteriormente, muito terão para contribuir na formação de uma sociedade justa e perfeita, oferecendo idéias e propostas para o desenvolvimento sustentável, cujo sucesso, dependerá das ações firmes do produtor rural e de suas lideranças, além da mobilização que juntos construiremos.

Afonso Reis Duarte*, 47 anos, é Economista, Presidente da ong Instituto do Setor Público & Cidadania (ISP&C), Diretor Regional em Ribeirão Preto, do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo, diretor da Central Técnica de Planejamento e da ADPP-Agência de Desenvolvimento de Políticas Públicas e Conselheiro do CORECON-SP. afonsoreis@convex.com.br

A Folha Rural**

Órgão da Associação Rural e Sindicato Rural de Ribeirão Preto SP, Telefone (0 16) 610-3499, Presidente Dr. Joaquim Augusto Soares de Azevedo Souza
Tiragem 1500 exemplares
Público alvo: Associados/Filiados e Lideranças Regionais.
Editado pela Cica Soluções em Publicidade e Marketing
Rua Itacolomi 193, Bairro Alto da Boa Vista,
CEP 14.025-250, Ribeirão Preto SP, Telefone (0 16) 3911-1757 e 620-9025 (Sandra)

 

 

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