Entenda o
desastre ambiental provocado pelo na Espanha
da Folha Online
O petroleiro
Prestige, de origem liberiana mas administrado por uma empresa grega,
cumpria a rota Letônia-Gibraltar com 11 mil toneladas de
óleo quando enfrentou uma tempestade a 45 quilômetros da
região de Fisterra, no noroeste da Espanha.
No dia 13 de
novembro, após sofrer avarias, a tripulação
pediu ajuda da Guarda Costeira espanhola, que usou helicópteros
para resgatar os marinheiros. No mesmo dia, as primeiras manchas
negras foram avistadas no mar, as quais atingiram as praias no dia 17.
Nesse
período, o governo espanhol decidiu rebocar o navio, que tinha
26 anos e um casco simples, para o sul. A intenção era
buscar águas mais calmas para que o óleo fosse retirado
dos tanques com segurança.
Porém,
durante a operação, o petroleiro não resistiu e
partiu-se em dois no dia 19, afundando no oceano Atlântico. Ele
está a 3.500 metros de profundidade, a cerca de 270
quilômetros da costa da Galícia.
Um
minissubmarino foi enviado duas vezes ao local para verificar a
situação dos tanques. Quatro pequenos vazamentos foram
encontrados, apesar da expectativa dos especialistas de que o
óleo congelasse devido à baixa temperatura.
Consequências
Antes do
naufrágio, pelo menos 10.200 toneladas de óleo vazaram
--as organizações ambientalistas falam em 20 mil toneladas.
A mancha negra
atingiu 913 de 1.121 quilômetros da costa da Galícia,
cuja economia baseia-se na pesca, no recolhimento de marisco e no
turismo. Cerca de 21 mil trabalhadores estão parados e ajudam
na limpeza das 183 praias sujas de óleo.
Barcos e
navios tentam conter a mancha negra que ainda está no mar.
Cerca de 7.000 toneladas de óleo já foram retiradas do
oceano e 2.500 das praias.
Todo o
ecossistema local foi afetado, pois o material forma uma capa que
impede a entrada da luz na água. De plânctum a
mamíferos, todos os seres sofrem com o acidente. As
vítimas mais evidentes são aves, peixes e
crustáceos, que morrem após desenvolverem problemas
respiratórios, digestivos e nervosos, entre outros. Quase 15
mil aves mortas, vítimas do vazamento, já foram recolhidas.
Em humanos, o
óleo é potencialmente cancerígeno e pode ser
absorvido de três formas: vias respiratórias, sistema
digestivo e pele. Também pode causar irritações
cutâneas, dor de cabeça e náuseas.
Fonte: http://www1.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u7895.shtml
