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A
Tecnologia do Concreto Aliada ao Meio Ambiente
Por Ely
Costa Cardona Aguiar, Cássio Daniel Valenga Silvério,
Luciano Alves Pereira e Rodrigo Cézar Kanning*
A
indústria da Construção Civil busca de maneira
constante e insistente, materiais alternativos ecologicamente
corretos, que venham atender as condições de
redução de custos, agilidade de execução
e durabilidade.
Os blocos
ISOPET intertravados tratam-se de blocos confeccionados em concreto
leve com EPS (isopor) reciclado, utilizando garrafas plásticas
inteiras recicladas, posicionadas na horizontal ou na vertical. Estes
blocos apresentam encaixes laterais em forma de macho e fêmea
(saliências e reentrâncias) que geram o intertravamento
dos blocos, não sendo necessário a
utilização de argamassa para suas uniões, exceto
na primeira fiada. Os blocos possuem canaletas que substituem as
fôrmas na moldagem de vergas, contra-vergas e cintas de
amarração. Pelo fato do bloco possuir uma
superfície porosa, opta-se em eliminar chapisco, emboço
e reboco da parede aplicando apenas uma argamassa colante de
finalização.
Com a
utilização deste bloco, será consideradamente
reduzida a extração de materiais naturais, tais como a
areia que está tornando-se escassa na região de
Curitiba. Racionalizando desta forma o processo construtivo e
reduzindo o consumo de energia elétrica, humana e
mecânica, ganhando assim em qualidade e produtividade.
Estes blocos
apresentam grandes vantagens na execução de um projeto
construtivo, pela sua leveza, facilitando o manuseio dos elementos,
pelo baixo custo final da construção, melhorias no
aspecto termo-acústico, e sobretudo, pôr ser um bloco
ecológico, que utiliza na sua composição
materiais recicláveis e não recicláveis,
trazendo desta forma benefícios não só a
construção civil más também ao meio
ambiente.
INTRODUÇÃO
O bloco ISOPET
está sendo utilizado na construção da Unidade
Conhecimento, a qual vai a favor da industria da
Construção Civil, que busca de maneira constante e
insistente, materiais alternativos (compósitos), que venham
atender as condições de redução de custo,
agilidade de execução e melhores condições
termo-acústicas das edificações, visando
também a redução da extração de
materiais naturais, utilizando em seu lugar materiais
recicláveis e não recicláveis. A Unidade
Conhecimento trata-se de um protótipo em que estão
sendo analisadas novas tecnologias utilizando materiais alternativos,
visando redução de custos, melhorias no aspecto
termo-acústico e agilidade de execução. Nesta
unidade está sendo analisado aspectos importantes de nossa
região (falta de moradia e por se tratar de uma grande
metrópole também possui alto grau de resíduos
sociais). Ela contempla reaproveitamento (sem gasto de energia) do
isopor, pneu e garrafas plásticas.
DESENVOLVIMENTO
Situação
dos rejeitos : Antes de iniciarmos uma descrição mais
apurada das tecnologias desenvolvidas, estaremos dando uma pequena
demonstração de como os rejeitos estão dispostos
em nosso meio-ambiente.
Poliestireno
expandido (isopor): Material proveniente de embalagens de
aparelhos, máquinas e equipamentos. Os números
relacionados com resíduos de EPS no Brasil são de ~15
mil toneladas/ ano, ~40 toneladas / dia, que eqüivalem a cerca
de 70 caminhões/ dia. Pneu: A quantidade de pneus
velhos que vão para o lixo anualmente no Brasil, segundo a
Abip, gira em torno de 45 milhões, destes apenas 10 % das 300
mil toneladas de sucata, são recicladas. Garrafas
plásticas (PET): Segundo a Abepet, em 2000 se produziu
10,6 bilhões de litros de refrigerante no Brasil, e somente
15% destas embalagens são recicladas. Em 2000 o consumo de PET
gerou 200 mil toneladas de embalagens. BLOCOS ISOPET
Dentre as
primeiras aplicações para esses materiais destacamos os
blocos ISOPET, que são confeccionados em concreto leve com EPS
utilizando garrafas plásticas inteiras devidamente tampadas
posicionadas na vertical ou na horizontal de acordo com a
necessidade. Estes blocos apresentam encaixes laterais em forma de
macho e fêmea (saliências e reentrâncias) que geram
o intertravamento, não sendo necessário a
utilização de argamassa para suas uniões. Os
mesmos ainda possuem canaletas, que substituem as fôrmas, na
moldagem de vergas, contra-vergas e cintas de amarração.
Esses blocos,
além de se enquadrarem em uma nova gama de produtos
ecologicamente corretos, utilizando materiais recicláveis e
não recicláveis, apresentam também grandes
vantagens técnicas na execução de um projeto
construtivo. Essas vantagens são caracterizados pela sua
leveza, facilitando o manuseio dos elementos, o baixo custo final da
construção, melhoria no aspecto termo-acústico,
eliminação de argamassa de assentamento, dispensa das
formas de vergas, contra-vergas e cintas de amarração e
das camadas de revestimento como o chapisco e o emboço.
Vale ressaltar
ainda que esses blocos trarão grandes benefícios na
área da Construção Civil, visto que o custo e o
tempo de execução das construções
serão bastantes reduzidos, além de diminuir os
problemas ambientais causados pelos materiais degradáveis e
não degradáveis aumentando assim a qualidade de vida
das pessoas.
Os blocos
ISOPET possuem dimensões de 40x40x15cm com e sem canaleta, que
pesa em média 12 kg ou 40x20x15cm com e sem canaleta, que pesa
em média 6 kg. Os blocos alcançaram uma
resistência a compressão superior a 2,1 MPa, sofrendo
apenas deformação.
Este
também é resistente ao fogo, suportando as chamas de um
maçarico de alta temperatura durante 35 minutos a uma
distância de 15cm, não entrando em combustão e
permanecendo com sua face oposta a uma temperatura inalterada,
conforme ensaios realizados.
Os ensaios de
resistência ao choque realizados, mostraram que o bloco metade
e o inteiro ao serem lançados de uma altura de 4m sofreram
apenas deformação comparando-se com blocos
cerâmicos e de concreto, que por sua vez se desintegraram pela
ação do choque. Protótipo Unidade
Conhecimento A Unidade Conhecimento trata-se de um
protótipo, construído pelos próprios integrantes
da equipe, os quais visaram colocar em prática os
conhecimentos adquiridos em sala de aula, além de um teste
prático das tecnologias aqui estudadas. Esse protótipo
ainda se encontra em fase de estudos.
Para
confeccionar esta unidade retiramos do meio ambiente 875 garrafas
plásticas 2 litros do tipo PET e 17 m³ de EPS (isopor),
totalizando 365 blocos.
Outra
aplicação na Unidade Conhecimento é a
utilização do pneu em forma de raspa, produto originado
do processo da recauchutagem dos mesmos. A raspa está sendo
aplicada como parte do agregado miúdo, na
execução do contra-piso. A equipe está aberta a
novas parcerias, como por exemplo com Organizações
Näo-Governamentais (ONGs) e também com Prefeituras
Municipais. O objetivo do grupo com essas parcerias é a de
divulgar o produto, além é claro, da
conscientização das pessoas no que diz respeito a
utilização de produtos ecologicamente corretos. A nossa
intenção também é a de ajudar pessoas que
necessitam de uma moradia digna para viverem. Vale ressaltar aqui,
que por ser uma tecnologia já patenteada, essas parcerias
devem ser autorizadas pelo grupo.
Ely Costa
Cardona Aguiar, Prof. de Processos Construtivos do Curso de
Tecnologia em Construção Civil - E-mail: elycca@cefetpr.br
Cássio
Daniel Valenga Silvério, Graduando Tecnologia em
Construção Civil Modalidade Concreto - E-mail: vsilvério@ig.com.br
Luciano
Alves Pereira - Graduando Tecnologia em
Construção Civil Modalidade Concreto.- E-mail: lap.teccon@ig.com.br
Rodrigo
Cézar Kanning - Graduando - Tecnologia em
Construção Civil Modalidade Concreto. - E-mail: rck.isopet@ig.com.br
Centro Federal de Educação Tecnológica do
Paraná
Curso Superior
de Tecnologia em Construção Civil Modalidade Concreto
ISOPET Centro Federal de Educação Tecnológica do
Paraná
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