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Os caminhos da clonagem

Cientistas tentam criar um embrião humano para fazer clones de pessoas ou tirar células-tronco dele. Cultivadas em laboratório, elas podem originar células de todos os órgãos humanos para fins terapêuticos

O passo inicial é formar embriões, o que vem sendo tentado de duas maneiras

1. Transferência nuclear O mesmo processo de Dolly. Retira-se o núcleo de um óvulo e nele se coloca o núcleo de uma célula adulta. Após estímulos elétricos, começa a se formar um embrião geneticamente igual ao doador da célula
2. Partenogênese Extrai-se o óvulo de uma doadora e, com estímulos químicos, começa a divisão celular. Ainda não se conseguiu com esse processo mais que poucas células, sem formar um embrião

Se forem formados pelo menos blastócitos (conjuntos celulares pré-embrionários), é possível:

 

Formar tecidos
1. Células-tronco são removidas
da estrutura pré-embrionária
a) Blastócito2. Em culturas direcionadas, elas transformam-se em células que formam órgãos específicos
b) Cultura de células-tronco
c) Tecido epitelial
d) Tecido nervoso
e) Tecido muscular

OU

Clonar humanos
1. A formação dos blastócitos prossegue até formar embriões 2. Os embriões são implantados numa barriga de aluguel (ou da própria mulher a ser clonada) para formar um clone

ANOTE

Para navegar
Comissão Nacional de Bioética
Fundação para a Clonagem Humana

Para ler
Clone, Gina Kolata. Ed. Campus. Rio. 1998

Várias dúvidas
Para complicar mais as coisas, os cientistas não sabem ainda como aproveitar as células-tronco para realizar todos os milagres que elas – potencialmente – prometem. Existem muitos obstáculos técnicos e pode ser que, depois de tanta expectativa, elas se mostrem impossíveis de manipular. Além disso, não se deve esquecer que as células-tronco também existem em adultos. Escondidas nos cantos e fendas do cérebro, da medula e de outros órgãos, essas células vivem em um estado de alerta vigilante. Quando, digamos, o revestimento do intestino se gasta, é dado o sinal para que elas iniciem um processo chamado de diferenciação, no qual começam a se dividir até formar células maduras do tecido intestinal.

Essas células-tronco têm potencial menor do que as embrionárias, mas também poderiam – em tese – oferecer os mesmos benefícios à saúde. Seria preciso, no entanto, entender em que condições elas se transformariam naquilo que os cientistas precisam sem prejudicar o paciente.

Portanto, mesmo que empresas de biotecnologia anunciem descobertas espetaculares, ainda será preciso muito tempo antes que os primeiros benefícios da técnica sejam anunciados. Isto é, se as desconfianças forem vencidas. Fotos: Reeve, AP; ilustrações: Vera G. Lerner

Fonte: Revista Galileu

 

 

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