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Comitê
especial da ONU discute proibição da clonagem humana
da
Reuters, em Nova York
Estimulado
pelo rápido avanço da biotecnologia, um comitê
da ONU (Organização das Nações Unidas)
iniciou ontem as primeiras reuniões que pretendem gerar um
tratado internacional de proibição da clonagem humana.
A
ONU estabeleceu o comitê especial no ano passado, seguindo os
pedidos da França e da Alemanha, depois que o especialista em
fertilização italiano Severino Antinori anunciou a
intenção de se tornar o primeiro cientista a clonar um homem.
Desde
então, diversas empresas tiveram um progresso rápido
na pesquisa sobre os mecanismos de clonagem de animais e de pessoas,
além de órgãos e células humanos.
Recentemente,
um gato foi clonado e a experiência foi descrita pelos
cientistas como uma forma de combinar a ciência com o
sentimentos pelos animais de estimação das pessoas.
Mas
a idéia de "confeccionar" clones humanos em um
laboratório continua criando controvérsias em todo o
mundo, apesar dos benefícios prometidos por parte dos pesquisadores.
"Quando
esse gênio tecnológico estiver fora da garrafa, tentar
controlá-lo será extremamente difícil",
disse o professor de direito da saúde George Annas, da Escola
Pública de Saúde da Universidade de Boston. "Os
governos precisam urgentemente concordar com as políticas
internacionais de proibição da clonagem reprodutiva
humana e de outras tecnologias da manipulação
genética que poderiam arruinar a sociedade e a
humanidade", afirmou.
O
processo do esboço de um tratado pode levar anos, e todos os
189 integrantes da ONU
podem participar das discussões do comitê especial. A
segunda semana de negociações está agendada para
23 de setembro.
Durante
a sessão de ontem, o enviado sírio Mohamed Haj Ibrahim
e o diplomata iraquiano Abdul Munim Al-Kadhe questionaram por que
nenhum especialista árabe foi nomeado para participar do
comitê, enquanto um especialista israelense, o médico
Carmel Shalev, foi convidado para falar sobre os aspectos dos
direitos humanos que envolvem a clonagem.
O
funcionário da ONU Vaclav Mikulka afirmou que os
especialistas foram selecionados com base nas
recomendações da OMS (Organização Mundial
da Saúde) e não representam seus países.
Fonte:
Folha on line, 26.Fev.2002
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